Derrota brasileira na Coréia foi manchete nos jornais do Japão
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domingo, 28 de março de 1999
Por Hélder Guimarães Especial para a Agência Estado 
Tóquio, 29 (AE) - A derrota da seleção brasileira para a Coréia do Sul, por 1 a 0, no domingo, teve grande repercussão no Japão. Na imprensa local, o maior destaque foi para o fato de o gol da vitória sul-coreana ter sido marcado por Kim Do-Hoon, que atua no clube Vissel Kobe, da Primeira Divisao da J-League - a Liga Profissional de Futebol Japonesa. Com grandes manchetes nos principais jornais do país, incluindo o Nihon Keizai Shimbum - especializado em economia e negócios -, a vitória "histórica" da Coréia do Sul pode servir de estímulo ao Japão, no confronto contra a seleção de Luxemburgo. A confiança, não negada pelos japoneses, tem como base a própria vitória surpreendente da seleção do país sobre o Brasil, pelo mesmo placar, pela Olimpíada de Atlanta, em 1996.
Outra notícia que teve grande repercussão, em relação à cobertura de Brasil x Japão, na imprensa do país foi a suspeita de que membros da Fifa tenham recebido presentes dos organizadores sul-coreanos e japoneses da Copa do Mundo de 2002. Com poucas diferenças em suas manchetes - com o uso do termo presentes ou propinas -, a maior parte dos jornais repercutiu a informação, divulgada pela agência de noticias japonesa Kyodo.
De acordo com a maior agência do país, o jornal inglês Sunday Times publicou declaração do escocês David Will, vice-presidente da Fifa, admitindo que a maioria dos dirigentes da entidade recebeu presentes de japoneses e sul-coreanos, durante a campanha dos dois países para organizar a Copa de 2002. Segundo os jornais japoneses, contudo, Will garantiu ter devolvido os presentes - supostamente um computador laptop, de valor superior a US$ 1,5 mil, e uma câmera de vídeo de mais de US$ 1 mil.
Nenhum dirigente do Cômite Organizador da Copa no Japão, entretanto, foi ouvido pelos jornais, numa polêmica que pode apenas estar começando.


