Belo Horizonte - A derrota por 3 a 0 para o Brasiliense em pleno Mineirão, quarta-feira, pelas semifinais da Copa do Brasil, provocou uma crise no Atlético-MG, que já se prepara para o segundo clássico com o Cruzeiro, domingo, no qual decide vaga na decisão do torneio Sul-Minas. Logo após a partida, o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Alexandre Kalil, disse, revoltado, que um dos motivos do desastre diante da torcida teria sido a falta de união entre jogadores e comissão técnica.
‘‘Há algo de podre no reino da Dinamarca’’, afirmou, citando Shakespeare. O treinador Levir Culpi reagiu em seguida, nos vestiários do Mineirão, e comentou a frase. ‘‘Hoje, exatamente hoje, quando fomos derrotados, os podres foram encontrados. Por que não antes?’’, afirmou, também irritado. Para Levir, ele e os atletas não enfrentam problemas de relacionamento. ‘‘Tenho o grupo nas mãos’’, garantiu.
Os motivos da derrota para o Brasiliense, de acordo com ele, foram as ausências de atletas importantes na equipe mineira -Marques, Djair e Rodrigo estavam contundidos -, o excelente desempenho do adversário e a péssima atuação do Atlético.

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