Derrota abala ainda mais o São Paulo
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sexta-feira, 11 de abril de 2008
Giuliano Villa Nova<br> Agência Estado 
São Paulo - ''Na segunda fase da Libertadores, o São Paulo terá um time forte, capaz de brigar pelo título''. Está cada vez mais difícil acreditar na frase, repetida algumas vezes pelo técnico Muricy Ramalho durante esta temporada. Principalmente, depois da derrota por 1 a 0 para o Audax Italiano, quinta-feira à noite, no Chile.
A apática atuação são-paulina no Chile complicou a situação da equipe no grupo 7 da Libertadores - terá de bater o Nacional de Medellín, em casa, na última rodada, para se classificar - e, como efeito imediato, abalou a preparação para o clássico de amanhã, contra o Palmeiras, pelas semifinais do Campeonato Paulista. ''Não poderíamos perder num momento como este. É um resultado que dói muito'', admitiu Muricy.
A esperança do treinador do São Paulo de ver um time competitivo em campo na Libertadores se resume à possibilidade de contar com o atacante Aloísio, que se recupera de torção no tornozelo, além do zagueiro Alex Silva, praticamente recuperado de cirurgia no joelho, e do lateral Jancarlos, este apenas a partir da segunda fase do torneio continental. Mas a necessidade é bem mais urgente - e não será suprida: a equipe não terá o trio contra o Palmeiras, e ainda estará desfalcada do atacante Borges, suspenso.
A falta de padrão de jogo também preocupa, diante de um adversário bem mais entrosado e que vem de resultados mais convincentes, como é o caso do Palmeiras. ''Teremos de fazer uma partida muito tática e ter muita calma'', revelou Muricy, preocupado em sofrer novos desfalques para a segunda semifinal do Paulistão, no dia 20 de abril: dos titulares são-paulinos, somente o zagueiro Miranda e o atacante Adriano não estão com dois cartões amarelos. ''Se não jogarmos com sabedoria, perderemos muitos jogadores e as coisas podem ficar feias'', reconhceu o volante Hernanes.
Superação
Mas há quem acredite que o time possa dar a volta por cima. ''É um bom momento para provarmos nossa capacidade e aposto que vamos nos superar'', afirmou o zagueiro Miranda, que espera uma reação já amanhã, contra o Palmeiras, no Morumbi.
Os são-paulinos, porém, sequer poderão treinar para o clássico. Chegaram de Santiago na noite de ontem e irão fazer apenas uma movimentação leve na tarde de hoje. ''Essa sequência de jogos só nos permite descansar o time'', lamentou Muricy.
Por tudo isso, a meta do São Paulo no clássico de amanhã é evitar a derrota para o Palmeiras, sob pena de ficar perto da eliminação na semifinal do Paulistão e aumentar a pressão atual.
Não é apenas em campo que o São Paulo enfrenta um momento decisivo. A política do clube também é assunto neste fim de semana, com a eleição de 80 conselheiros, que permanecerão no cargo até 2014.
Concorrem aos votos 240 candidatos - 120 da oposição e outros tantos da situação. Os conselheiros eleitos, junto com os vitalícios, vão escolher o próximo presidente do São Paulo - a eleição, sem data definida, será entre os dias 16 e 30 de abril -, entre Juvenal Juvêncio, que tenta a reeleição, e o ex-judoca Aurélio Miguel.


