Dérbis 'somem' do Campeonato Argentino
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sábado, 09 de julho de 2011
Thiago Mossini <br> Enviado à Argentina 
Córdoba - Com o rebaixamento do River Plate para a Divisão B do Campeonato Argentino, a elite do torneio vê a quantidade de grandes clássicos locais praticamente acabar. Além disso, o novo mapa do futebol portenho é mais democrático, com equipes de várias regiões do país e não concentrado na região de Buenos Aires como era anteriormente.
Dos tradicionais dérbis argentinos, na temporada 2011/2012, só restaram dois, o de Avellaneda, entre Independiente x Racing Club e o de Santa Fé, que envolve o Colón e o Unión. Dos outros confrontos, um dos dois protagonistas está na Segundona local.
O Rosário Central, ferrenho rival do Newell's Old Boys na cidade de Rosário, já está na Segundona. O moderno Estádio Ciudad de La Plata, o que dizem ser o mais moderno da América Latina, não receberá o duelo entre o Gimnasia y Esgrima e o Estudiantes. O primeiro foi rebaixado há 10 dias também, justamente no jogo que marcou a despedida do atacante Guilhermo Schelotto, que fez fama com a camisa do Boca Juniors.
O Huracán, outro rebaixado, não poderá enfrentar o San Lorenzo, assim como o Ferro, que desfalcou o clássico com o Velez Sarsfield.
Na próxima temporada, o Campeonato Argentino também começará de uma forma jamais imaginada por outro motivo. Além de não contar com equipes tradicionais, como o River Plate, o torneio começará já com outros gigantes ameaçados. Boca Juniors, San Lorenzo e Rancing iniciam o torneio com médias acumuladas muito baixas, o que os deixam próximos do rebaixamento.
Na Argentina, é levado em conta os desempenho nas últimas três temporadas. Assim, os pontos somados por essas equipes será dividido pelo número de jogos que fizeram nesse período. O que leva ao temor, é o fato de as equipes que ascenderam da Série B, fazem a média só da última temporada. Se fizerem boa campanha na Série A, complicam a vida do trio.
Racing, com 98 pontos (média de 1,290), San Lorenzo, com 99 (1,303) e Boca, com 100 (1,316), só estarão na frente do Olimpo (1,263), Tigre (1,079) e os quatro times que subiram, Belgrano, Rafaela, Unión e San Martín de San Juan.
O Independiente, maior vencedor da história da Libertadores da América, tem 111 pontos e se encontra em situação mais cômoda, mas não tão confiável.


