Deputados tentam libertar torcedores
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quinta-feira, 04 de abril de 2013
Martín Fernandez<br>Folhapress 
La Paz, Bolívia - A comitiva de deputados federais que viajou a La Paz para tentar negociar a libertação dos 12 corintianos presos em Oruro se reuniu ontem com o vice-ministro de Relações Exteriores da Bolívia, Juan Carlos Tejada.
O deputado Nelson Pellegrini (PT-BA), chefe da comitiva, saiu do encontro com um otimismo moderado. "A situação deles já está nos 15 minutos da prorrogação", disse. "Mas ainda não dá para prever um prazo (para a libertação)".
Os 12 torcedores do Corinthians estão presos desde 20 de fevereiro, acusados da morte do torcedor Kevin Beltrán Espada, 14 anos, atingindo por um sinalizador durante o jogo entre Corinthians e San José pela Taça Libertadores.
Os políticos brasileiros entregaram aos colegas bolivianos o que consideram ser as provas da inocência dos 12 presos em Oruro: a confissão do adolescente que confessou o crime em São Paulo e vídeos em que peritos mostram que foi o garoto quem disparou sozinho o sinalizador.
"Viemos pedir celeridade ao processo", disse Pellegrini. Ouviu de volta que a Justiça não é deliberadamente lenta neste caso, que a morosidade também prejudica os próprios bolivianos. O deputado Jefferson Campos (PSD-SP) deixou a reunião pessimista. "Acho que ainda teremos um longo caminho pela frente", disse à reportagem. "Primeiro temos que resolver o problema penal, tentar tirá-los da cadeia. Só depois começar o trabalho diplomático para tentar uma extradição".
A comitiva de deputados vai hoje para Oruro, visitar a cadeia onde estão presos os 12 corintianos.
Audiência pública
Também ontem, o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, afirmou que o governo brasileiro acredita na inocência dos 12 corintianos presos na Bolívia. "Uma vez comprovada a inocência (dos torcedores), que nós acreditamos que seja o desenlace, queremos garantir a liberação dos nossos cocidadãos e que ela seja célere", afirmou Patriota durante audiência pública na Comissão de Relações Exteriores do Senado.
Segundo ele, contudo, uma solução para o caso ainda deve demorar. "Mantenho contatos regulares com o governo boliviano e, embora seja prematuro assinalar algum desenvolvimento para o caso, tenho sentido sensibilidade por parte das autoridades bolivianas da importância do caso para a sociedade brasileira como um todo", encerrou.


