Depois da festa atleticana durante o jogo, na vitória de 3 a 0 sobre o Coritiba, que reuniu 28 mil pessoas no estádio Couto Pereira, grupos de torcedores dos dois clubes deram nova demonstração de irracionalidade nas ruas do centro de Curitiba. A Polícia Militar foi acionada para conter um ‘‘arrastão’’ promovido na Praça Rui Barbosa, um dos principais pontos de embarque e desembarque de usuários do transporte coletivo da capital. Depredações aos equipamentos públicos após o jogo também voltaram a se repetir.
De acordo com o sargento Luiz Carlos Sucoski, do Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), um grupo de torcedores estava assaltando pedestres que circulavam pela Rui Barbosa. Até as 19 horas, ninguém foi preso. Os policiais estavam atrás de 15 homens que teriam participado dos roubos.
Na Praça Eufrásio Correia, também localizada no Centro, os policiais foram chamados para conter uma onda de roubos e de depredações nas duas estações-tubo instaladas naquele ponto. Segundo a polícia, as estações foram o alvo preferido da fúria dos torcedores. Foram registradas ainda várias invasões das estações e muita gente chegou em casa sem pagar a tarifa.
Até dentro do estádio várias brigas foram registradas antes e durante a partida, principalmente nas cadeiras numeradas do Couto Pereira. Torcedores de Atlético e Coritiba não ficaram isolados uns dos outros, como ocorre normalmente nas arquibancadas. Como o mando do jogo era do Atlético, houve mistura de torcidas nas numeradas, e os confrontos foram inevitáveis.
Xingamentos, agressões e arremesso de objetos foram fatos corriqueiros nas numeradas, dando muito trabalho aos policiais que faziam a segurança do estádio. ‘‘O pessoal está abusando ultimamente, falta conscientização para estes torcedores’’, comentou o sargento Luiz Carlos Sucoski, preocupado com as frequentes ocorrências violentas registradas a cada clássico.

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