O conselheiro do Paraná Clube, Aramis Tissot, disse ontem que a denúncia do Ministério Público Federal de que o presidente do clube Ênio Ribeiro teve gestão fraudulenta quando era diretor do Banco Bamerindus, em 1995 não deverá interferir na candidatura dele à reeleição para presidência do Paraná. A votação está marcada para dezembro. Segundo Tissot, trata-se de uma denúncia pessoal contra Ênio Ribeiro que será esclarecida. ''Ele é, inclusive, o meu candidato preferido para a reeleição'', disse Tissot.
O presidente do Paraná Clube, Ênio Ribeiro, deverá hoje, por meio de sua assessoria jurídica, pronunciar-se. Ribeiro, que era diretor da Carteira de Crédito Imobiliário, é acusado de favorecimento a algumas empresas em empréstimos.
As irregularidades teriam sido descobertas durante auditoria feita pelo Banco Central, que teria analisado, por amostragem, 53 contratos entre 26 mil. A auditoria apurou rombo de R$ 118 milhões. O Banco Central interveio no Bamerindus em março de 1997.
O presidente foi procurado ontem para falar sobre a denúncia mas, segundo a assessoria de imprensa do clube, ele está doente e não poderia dar declarações.
Problemas extracampo à parte, o técnico Paulo Bonamigo vai acertando o time para a despedida no Campeonato Brasileiro, domingo, contra o Goiás, em Curitiba. O treinador já sabe que não poderá contar com o lateral Flávio Santos e nem com o meia Fernando Miguel, que cumprem suspensão automática.
No treino de ontem, o técnico escalou Xandão na zaga entre os titulares. Mas André, que cumpriu suspensão, pode voltar ao time.
A meta do Paraná é terminar o Brasileiro pelo menos na 16ª posição, o que pode ser conseguido com uma vitória contra os goianos. O Paraná está na 18ª colocação.

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