Denúncia de suborno na Lusa vira caso de polícia
PUBLICAÇÃO
domingo, 28 de março de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 29 (AE) - A denúncia do suposto suborno no jogo entre a Portuguesa e a Portuguesa Santista pelo Campeonato Paulista do ano passado e o desaparecimento de R$ 130 mil dos cofres do clube da capital poderão ser investigados pelo 12.º Distrito Policial (Pari), que atua na área do Canindé. A delegada titular do Distrito, Nilze Scapulatiello, disse hoje que está na expectativa de receber a denúncia por parte do Ministério Público para abrir o inquérito policial. Diante do teor da queixa crime a policial vai decidir pela natureza da investigação.
A delegada deixou claro que só entrará no caso se realmente o Ministério Público decidir pela participação do 12.º Distrito Policial. "O fato de a Portuguesa ser um clube particular não impede de a polícia agir para investigar suspostas irregularidades", disse a doutora Nilze, que está acompanhado o episódio por meio da imprensa. "O clube tem de prestar contas aos seus sócios."
O promotor público Fernando Capez anunciou que o Ministério Público vai entrar no caso, mas a princípio não faz nenhum tipo de acusação aos dirigentes da Portuguesa. Capez já entrou em contato com o presidente da Lusa, Amilcar Casado, que demonstrou interesse em colaborar com o Ministério Público. O Conselho de Ética e Disciplina da Lusa ainda não começou a investigação interna para apurar a participação de dirigentes ou ex-dirigentes do clube na denúncia do suposto suborno com o goleiro Nasser, que no ano passado atuava na Portuguesa Santista. Nasser nega a participação no episódio. O Conselho de Orientação e Ficalização (COF) da Lusa apurou que teriam sumido R$ 130 mil dos cofres da Lusa, que poderiam ter sido usados para o suposto suborno. Os nomes do vice-presidente de Futebol Ilídio Lico e do ex-dirigente do clube, Camões Salazar estariam envolvidos no caso.


