Cu­ri­ti­ba - ­Dias que an­te­ce­dem a fi­na­lís­si­ma da Co­pa do Bra­sil. En­tre os jo­ga­do­res co­rin­tia­nos, não é pos­sí­vel es­con­der a an­sie­da­de. So­men­te um pa­re­ce não es­tar ner­vo­so: Den­ti­nho. Se­ja um dia nor­mal, ou uma vés­pe­ra de de­ci­são, ele es­tá sem­pre ­igual: sor­rin­do e brin­can­do com os com­pa­nhei­ros, co­mo quan­do, na úl­ti­ma sex­ta-fei­ra, in­ter­rom­peu a en­tre­vis­ta de Cris­tian pa­ra ‘‘­dedurar’’ aos jor­na­lis­tas o ani­ver­sá­rio do vo­lan­te. ‘‘Sou as­sim, ­feliz’’.
  Nes­ta en­tre­vis­ta ex­clu­si­va à Agên­cia Es­ta­do, o ata­can­te fa­lou so­bre a pos­sí­vel trans­fe­rên­cia, co­men­tou sua que­da de pro­du­ção em 2009 e fez uma pe­que­na pro­vo­ca­ção pa­ra fi­nal con­tra o In­ter­na­cio­nal, ama­nhã, em Por­to Ale­gre. ‘‘Tai­son? Sou ­mais ­eu’’.
  Agên­cia Es­ta­do - ­Qual a im­por­tân­cia do tí­tu­lo da Co­pa do Bra­sil na sua car­rei­ra?
  Den­ti­nho - Im­por­tan­te de­mais. Te­nho 20 ­anos, já fui cam­peão pau­lis­ta, caí com o Co­rin­thians, su­bi. E a Co­pa do Bra­sil vai nos le­var à Li­ber­ta­do­res. Des­de crian­ça so­nho em ver o Co­rin­thians ga­nhar uma Li­ber­ta­do­res. E ago­ra pos­so aju­dar.
  AE - Vo­cê fi­ca pa­ra 2010 se o clu­be es­ti­ver na Li­ber­ta­do­res?
  Den­ti­nho - Eu vou fa­zer de tu­do pa­ra fi­car e dis­pu­tar es­sa Li­ber­ta­do­res. Mas sei que o Co­rin­thians pre­ci­sa de di­nhei­ro. Eu tam­bém pre­ci­so de di­nhei­ro, co­lo­car o pão nos­so de ca­da dia. Mi­nha fa­mí­lia de­pen­de de mim. Ago­ra, tem que ser uma pro­pos­ta mui­to boa pa­ra me ti­rar da Li­ber­ta­do­res. E por en­quan­to, pe­lo que sei, não tem na­da.
  AE - ­Qual vai ser a prin­ci­pal di­fi­cul­da­de em Por­to Ale­gre?
  Den­ti­nho - A pres­são se­rá ­igual so­fre­mos no Re­ci­fe na fi­nal de 2008 (der­ro­ta por 2 a 0). Mas des­ta vez o cam­po é me­lhor. E te­mos que en­trar ­mais con­cen­tra­dos do que con­tra o ­Sport. Já es­tou sen­tin­do is­so nes­se gru­po.
  AE - ­Quem é o jo­ga­dor ­mais pe­ri­go­so do In­ter­na­cio­nal?
  Den­ti­nho - Não tem is­so. É co­mo no nos­so ti­me, o Ro­nal­do é di­fe­ren­cia­do, mas ­eles têm que se preo­cu­par com to­dos. Te­mos que ter cui­da­do com Ma­grão, Nil­mar, Tai­son. To­dos.
  AE - Por fa­lar em Tai­son, ele des­pon­ta com vo­cê co­mo re­ve­la­ção do fu­te­bol bra­si­lei­ro (Den­ti­nho tem 20 ­anos e Tai­son, 19). ­Quem é me­lhor?
  Den­ti­nho - Eu te­nho que fa­lar que sou eu, né. Per­gun­ta pra mi­nha mãe e meu pai e ­eles vão fa­lar que sou eu (ri­sos). Es­tou nu­ma se­quên­cia boa des­de 2008, en­tão es­tou um pou­co na fren­te ain­da. Ele é um ex­ce­len­te jo­ga­dor, mas sou ­mais eu.
  AE - Vo­cê tem fei­to me­nos ­gols nes­te ano (fo­ram 24 em 2008 e ­seis em 2009). ­Acha que es­tá nu­ma boa se­quên­cia mes­mo?
  Den­ti­nho - Fi­quei qua­se to­do o Pau­lis­ta fo­ra por­que es­ta­va na se­le­ção sub-20. E te­nho fei­to ­gols de­ci­si­vos, co­mo con­tra o Flu­mi­nen­se e o Vas­co na Co­pa do Bra­sil. Ata­can­te vi­ve de gol, mas não te­nho vai­da­de.
  AE - Tua re­la­ção com o Ro­nal­do se­gue pró­xi­ma co­mo no iní­cio do ano?
  Den­ti­nho - Sim. Não nos ve­mos fo­ra do clu­be por­que quan­do es­tou de fol­ga que­ro fi­car com a fa­mí­lia. Mas con­ti­nuo cha­man­do ele de pai e ele me cha­ma de fi­lho.
  AE - Vo­cê ­acha que Ma­no Me­ne­zes é o me­lhor téc­ni­co do Bra­sil?
  Den­ti­nho - Sim, de­pois que o Mu­ricy ­saiu do São Pau­lo é o Ma­no. Ele foi cam­peão pau­lis­ta in­vic­to, es­tá bem na Co­pa do Bra­sil. E eu agra­de­ço mui­to a ele. Por­que quan­do o ti­me ­caiu, eu só en­tra­va quan­do o Co­rin­thians es­ta­va per­den­do por 3 a 0. E com ele vi­rei ti­tu­lar.
  AE - Ago­ra a gran­de dú­vi­da: quan­do vo­cê vai pa­rar de rir?
  Den­ti­nho - (Gar­ga­lha­da) O Ro­nal­do faz com que eu não con­si­ga fi­car cin­co mi­nu­tos sem rir. Vou fi­car com es­se jei­to mo­le­que pra sem­pre. As­sim eu sou fe­liz. (M.R./A.E.)

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