Rio, 08 (AE) - O meia Denílson espelhou-se no volante Dunga em sua primeira experiência como capitão da seleção brasileira, no amistoso de quarta-feira, em que o time sub-23 de Wanderley Luxemburgo venceu o dos Estados Unidos por 7 a 0, em Brasília. Denílson, autor de um gol, exerceu a função de líder em campo, orientando os colegas e mostrando-lhes, em alguns lances, as melhores alternativas de jogo. "Me senti um Dunga", disse Denílson, logo após a goleada, lembrando a função do ex-capitão da seleção na campanha do tetra, em 1994.
Seu papel foi elogiado por Luxembugo, de quem Denílson ouviu durante a semana, em Brasília, instruções para atuar como o "comandante" dentro de campo. "Minha liderança deu certo", observou o jogador do Bétis, da Espanha, que seguiu hoje para o seu clube. De acordo com o técnico, Denílson deu uma prova de elegância e coletividade ao permitir que Rodrigão batesse o pênalti que resultou no sétimo gol da partida. "Foi uma decisão inteligente, visando ao grupo."
Denílson contou que teve de chamar a atenção dos demais jogadores entre os 20 e 25 minutos da etapa final, quando detectou uma certa acomodação com o placar dilatado e o time começou a tocar a bola para trás. "Não houve brigas nem discussão, foi uma vitória do diálogo, da compreensão." Ele disse ainda que os três dias de permanência em Brasília serviram para unir os convocados da sub-23.
Sobre as comparações da sua função com a de Dunga, quando o atual volante do Internacional era da seleção, Denílson fez algumas observações. "Temos um estilo próprio, mas a importância é a mesma", prosseguiu. "Ele é mais de pegada, chega junto mesmo, eu prefiro o jeito."
O atacante Warley, do São Paulo, que também marcou um gol ontem no Mané Garrincha, estava emocionado com o apoio dos parentes e amigos, quase todos de Brasília. Eles foram ao estádio com faixas e cartazes para incentivá-lo. "Vou ter um dia de retribuir todo esse carinho que recebi dos torcedores." Warley disse que um dos seus objetivos é conseguir a vaga de titular no São Paulo. Destacou, no entanto, a qualidade de Dodô e França. "São dois excelentes jogadores e ainda teremos o reforço, em breve, do Raí", lembrou.
O artilheiro da partida, Rôni, que fez dois gols, parecia o mais triste do grupo. Lamentou seguidamente a goleada sofrida pelo Fluminense, de 6 a 0, para o Juventude, pela Copa do Brasil
e queria saber por que o seu clube não conseguiu adiar o jogo.

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