Jogar contra a Noruega é mais fácil do que enfrentar o Araçatuba. Não. Não se trata de menosprezo. Denílson, que tem hoje a grande chance de firmar-se como titular da Seleção, apenas acha que seus dribles funcionam melhor contra adversários que não o conhecem. ‘‘No Brasil, quase todo mundo já sabe a forma que eu jogo, o lado que eu vou sair; aqui, eu já percebi que os marcadores ficam desconcertados com qualquer balançada que eu dou.’’
Denílson quer continuar um desconhecido, mas disse que jamais vai modificar sua forma de atuar. ‘‘Se precisar dar uma caneta (passar a bola entre as pernas do adversário) eu vou dar, mas procuro driblar sempre em direção ao gol.’’ Para irritar Denílson, basta dizer que o drible é semelhante à firula. ‘‘Eu não faço firula; se fizesse, correria o risco de o adversário me quebrar ao meio.’’.
Denílson negou que esteja sendo negociado com o Milan, da Itália. ‘‘Eu assinei um contrato de dez anos com o Betis e pretendo ir até o fim.’’

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