Denílson encantou a Colômbia e o técnico da seleção, Luiz Felipe Scolari, na noite de quarta-feira, contra o Paraguai, e ganhou ‘‘status’’, pelo menos momentâneo, que só era conferido a Romário nos últimos meses, o de ídolo e titular absoluto do ataque brasileiro.
A pergunta agora é: quem será seu companheiro na partida do dia 15, contra o Paraguai, pelas eliminatórias? Possivelmente o Baixinho, que, no entanto, não tem presença assegurada.
Chegou à Copa América como reserva e precisou de dois jogos para tornar-se o dono de uma vaga. Sua escalação na partida de segunda-feira, pelas quartas-de-final da competição, já está confirmada, independentemente da contusão de Ewerthon. Contra o Peru, o atacante entrou na segunda etapa e fez um golaço. Diante do Paraguai, substituiu Ewerthon e deu show. Além dos passes para Alex e Belletti marcarem, fez o seu no fim. ‘‘Mas não me considero titular; até porque sempre fui reserva na seleção.’’
Tornou-se o grande ídolo da Copa América na Colômbia. Foi eleito, pela imprensa e pelos torcedores, o melhor jogador da primeira fase do torneio e ganhou um apelido, o de mago - aquele que pratica a magia, que é mágico, bruxo, segundo o dicionário. ‘‘É bom começar a receber elogios depois de tanta paulada, mas sei que esse negócio de mago dura até quando eu estiver jogando bem; se for mal, as críticas vão voltar.’’
Felipão foi criticado pelos colombianos por deixar Denílson na reserva nos três primeiros jogos. Agora, quer justiça. Afinal, foi ele o responsável pelo retorno do atleta de 23 anos à seleção. O próprio atacante ficou surpreso com a convocação para a disputa da Copa América. Quando foi avisado por um familiar que viajaria para a Colômbia, pensou que fosse brincadeira.
Estava esquecido na Segunda Divisão da Espanha, embora tivesse feito boa campanha com o Bétis. ‘‘Ele entrou muito bem contra o Peru e foi espetacular contra o Paraguai’’, definiu o treinador. ‘‘O Luiz Felipe está sendo importante para mim, ele me dá liberdade para jogar como gosto’’, ressaltou o jogador, que vinha pedindo, nos últimos dias, o fim da europeização do futebol brasileiro. ‘‘Vou continuar jogando como sei, dando dribles.’’
Rivaldo, Romário e Élber não estão participando da Copa América e, por isso, vão perder espaço, adiantou Felipão. Assim, Denílson já está garantindo, também, a condição de titular da equipe que disputa as eliminatórias. Ele só não jogará contra o Paraguai, em Porto Alegre, pelas eliminatórias, se sofrer uma contusão. ‘‘Os jogadores que estão aqui (na Colômbia) merecem uma oportunidade de continuar no time’’, declarou o técnico brasileiro.

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