Demissão de funcionários gera atrito com resistência na cúpula do Botafogo


ALEXANDRE ARAÚJO E BERNARDO GENTILE
ALEXANDRE ARAÚJO E BERNARDO GENTILE

<p>RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) - Em meio a uma crise financeira, o Botafogo realizou, nesta terça-feira (4), uma série de demissões de funcionários de diversas áreas do clube e fez eclodir mais um capítulo de um conflito interno na atual gestão, encabeçada por Durcesio Mello.

</p><p>Durante a manhã, mais de 90 funcionários foram informados que seriam desligados do clube alvinegro. As saídas acontecem na semana seguinte à proposta apresentada pelo Botafogo em chegar a um acordo por diminuição salarial, via Sindeclubes, mas que foi rejeitada pelos funcionários —informação publicada, inicialmente, pelo GE e confirmada pela reportagem.

</p><p>A decisão da cúpula, que visa reduzir custos e entendia este caminho como inevitável, fez com que os bastidores ficassem ainda mais agitados. Alguns vice-presidentes —principalmente das pastas mais afetadas— foram contra as demissões, e houve pressão interna para que elas não acontecessem, sob alegação de evitar uma mudança muito brusca na estrutura.

</p><p>Internamente, há integrantes da diretoria que acreditam que a reprovação das demissões seja devido a um choque político. Para esta ala, tal resistência teria a intenção de evitar a perda de influência no clube.

</p><p>Ao mesmo tempo que vem encontrando relutância para dar seguimento a certas promessas de campanha, Durcesio vem sendo cauteloso e evita criar novos obstáculos. Na avaliação do mandatário, a diminuição das vice-presidências neste momento, por exemplo, poderia ter reflexos diretos no diálogo com o Conselho Deliberativo e até mesmo na base política da gestão.</p>

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