Demissão de dirigente expõe briga pelo poder
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segunda-feira, 15 de março de 1999
Agência Estado 
Se dentro de campo o São Paulo caminha bem sob o comando do técnico Paulo César Carpegiani, fora dele os cartolas não se entendem. O anúncio da demissão do diretor de Futebol, Pérsio Rainho, domingo, após a vitória por 3 a 0 sobre o Corinthians, pelo Campeonato Paulista, revelou a existência de brigas internas por poder, desavenças entre grupos políticos e, até mesmo, loteamento de cargos.
Até o fim tarde de ontem, Rainho trabalhava normalmente e esperava uma definição por parte do presidente, José Augusto de Bastos Neto, que não apareceu no Morumbi. Um grupo quer mais que o outro, disse o presidente do Conselho Deliberativo do clube, Mílton José Neves, sobre a falta de entendimento entre os cartolas. Segundo ele, os cinco grupos que se uniram para garantir a eleição de Bastos Neto no ano passado - e dão a ele sustentação no poder - não têm um bom relacionamento. Neves afirmou ainda que, depois da eleição, os cargos de diretoria foram divididos entre tais grupos.
A turbulência política já havia chegado a alguns jogadores. O São Paulo não exibe a mesma estabilidade de outros tempos, talvez pelas mudanças na direção, alertou Raí, ídolo são-paulino. Raí voltou a treinar coletivamente ontem e integrou o time reserva num jogo contra a equipe júnior. O São Paulo volta a jogar no domingo, contra a Portuguesa Santista, no Morumbi. O meia Marcelinho, autor de dois gols contra o Corinthians, deve continuar na equipe, no lugar de Carlos Miguel, que passou por uma cirurgia de apendicite e vai ficar cerca de um mês afastado.
Santos - O Santos pode ter uma novidade para o jogo de amanhã contra o Goiás, pela Copa do Brasil: com a ausência de Argel, suspenso, Leão poderá promover a estréia do júnior Waldir. A opção natural seria manter Claudiomiro na quarta-zaga, mas o treinador deverá escalá-lo como segundo volante.
A definição do time que jogará em Goiás só sairá hoje. Além do problema da zaga, ele irá esperar a avaliação médica de Jorginho, mas já confirmou que o jogador viajará com a delegação. Outra novidade, ainda não confirmada, é que Lúcio (foto) irá formar o banco na partida de quarta. Ele ficou afastado cinco meses por causa de uma cirurgia no tornozelo e jogou o primeiro tempo da preliminar de domingo, marcando um dos gols de seu time.
Leão pretendia escalar Lúcio no time principal dentro de duas semanas, mas ontem ele fazia as contas e quer o jogador pronto para substituir Alessandro, convocado para a Seleção Brasileira.


