Della Monica dá um basta na política do bom e barato
São Paulo - O ciclo de contratações do Palmeiras não deve parar em Marcinho, ex-meia do São Caetano. Decidido a recolocar o Palmeiras no caminho dos títulos, o presidente Afonso Della Monica deu um basta na política do bom e barato, marca registrada de seu antecessor, Mustafá Contursi. O preço pago por Marcinho, 24 anos, é a maior prova disso: Della Monica não desistiu do negócio nem quando o clube do ABC foi aumentando o valor de seu jogador a cada rodada de negociações.
O vice-presidente José Cyrillo Júnior e o diretor de Futebol Salvador Hugo Palaia formam, com o próprio Della Monica, uma base de sustentação do grupo que se esforça para mudar o perfil administrativo do Palmeiras especialmente no departamento de futebol profissional. Agora, o trio está empenhado em reformular totalmente o centro de treinamento da Barra Funda, a Academia de Futebol.
Em quatro meses no cargo, Della Monica já mudou praticamente tudo no Departamento de Futebol Profissional. Trocou duas vezes o técnico (Estevam por Candinho e Candinho por Paulo Bonamigo), mexeu no que parecia intocável (o preparador físico da seleção brasileira, Moracy Sant'Anna), afastou Diego Souza e, como se tudo isso não bastasse, resolveu usar o dinheiro economizado por Mustafá para reforçar o time.
As primeiras contratações ainda foram no estilo Mustafá: somente revelações ou jogadores que estavam voltando do exterior, já sem o mesmo prestígio. André Cunha, Bruno, Cristian, Marcel, Warley e Fabiano, por uma série de razões, não ajudaram o time a fazer uma boa campanha no Paulistão.
O desempenho pífio na primeira competição do ano acendeu o sinal de alerta no Parque Antártica. Della Monica, enfim, entendeu que havia chegado o momento de mudar radicalmente o modelo de administração. E passou a procurar jogadores de peso para reforçar o Palmeiras.
O primeiro jogador reconhecidamente craque foi Juninho Paulista, trazido do Celtic de Glasgow. Em seguida trouxe duas revelações (Washington, da Portuguesa; e Leonardo Silva, do Bahia) e um argentino (Sergio Gioino, do Universidad de Chile). Mas a grande bomba ele deixou por último. Contratou Marcinho, do São Caetano. Pagou US$ 2,5 milhões (R$ 6,250 milhões, aproximadamente), à vista, por metade dos direitos do jogador. E sem pechinchar.
Depois de Marcinho, o Palmeiras ainda procura um jogador experiente, que tenha o perfil de líder. Paulo Bonamigo gostaria que fosse um zagueiro. Mas como no momento não há nenhum livre na praça, ele indicou Paulo Baier, do Goiás, que joga tanto na lateral quanto no meio-de-campo. (Agência Estado)





