Apesar do aparente alívio por confirmar presença na Liga Nacional, Giancarlos Ramirez não esqueceu o sufoco que passou nos últimos meses, quando viu seu time com 16 anos de história quase acabar, e voltou a criticar o sistema de incentivo adotado pela Prefeitura. "É um absurdo o que estamos passando. Somos medidos pela contrapartida e não pela história. A gente fica à mercê de um sistema que não funciona", reclamou. "Só estou continuando porque estou acreditando que vai mudar isso no ano que vem. A nova diretoria já adiantou que concorda e garantiu que vai tentar mudar", continuou Ramirez.
Atualmente, os conveniados de alto rendimento são obrigados a apresentar uma contrapartida de 50% do valor com o qual foi contemplado. No caso do handebol masculino, o montante reservado pelo Feipe é de R$ 120 mil.
O presidente da FEL, Ângelo Deliberador, no entanto, nega a possibilidade de uma mudança no atual sistema. Ele explica que a intenção é evitar problemas recentes, em que a Prefeitura e a FEL acabaram responsabilizadas em ações trabalhistas como mantenedoras e não parceiras das equipes. "Dificilmente isso será levado em consideração, uma vez que entendemos que o poder municipal não é o único responsável pelo esporte de alto rendimento. Neste caso específico, a contrapartida tem que ser em pecúnia, ou seja, em dinheiro", encerrou. (R.S.)

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