O general e médico nigeriano Henry Edmund Olufemi Adefope, de 70 anos, conheceu no sábado as dependências do Hospital Miguel Couto, no Leblon, principal centro de emergência da zona sul do Rio. Delegado da equipe do Comitê Olímpico Internacional (COI) que está inspecionando a candidatura do Rio para a Olimpíada de 2004, o nigeriano ficou cerca de 40 minutos dentro do hospital. Ele fez questão de visitar todas as dependências e conversar com pacientes, médicos e enfermeiros.
Henry Olufemi foi recebido pelo secretário municipal de Saúde, Ronaldo Gazzola, e pelo diretor do hospital, Edson Paixão. Eles tinham sido avisados com um dia de antecedência da possibilidade de o delegado visitar o hospital, mas só tiveram a confirmação às 12 horas de sábado.
O nigeriano foi levado inicialmente ao setor de emergência, onde procurou conversar, em inglês, com o paciente Severino Mello Pessoa, de 29 anos, que estava sentado numa cadeira, tomando soro. ‘‘Não entendi nada do que ele disse’’, admitiu o paciente, que fora internado às 13h30, com crise asmática.
Responsável pela inspeção de hospitais nas cidades que se candidataram a sediar os Jogos de 2004, o delegado acompanhou toda a rotina de um paciente no Miguel Couto, desde a entrada até o momento em que é atendido. Ele quis saber quantos médicos e enfermeiros estavam de plantão, a qualidade dos equipamentos e o processo de esterilização do material. Em alguns casos, preferiu conversar diretamente com os funcionários a ouvir as opiniões do secretário do diretor do hospital.
Médico obstetra, Henry Olufemi só não entrou na maternidade. Limitou-se a observar de longe, e justificou: ‘‘Estou acostumado a ver isso’’. A impressão do delegado parece ter sido boa.

mockup