São Paulo - O delegado Luiz Antônio da Cruz, do 65º Distrito Policial (Artur Alvim, zona leste, São Paulo), que investiga as mortes no Itaquerão, esteve ontem para acompanhar a perícia nas obras do estádio do Corinthians.
Ele disse que a Polícia Civil tenta localizar José Walter Joaquim, operador do guindaste envolvido no acidente que deixou dois operários mortos na última quarta-feira, mas que não como criminoso. "Estamos aguardando o operador, mas ele não é criminoso, não é procurado, é uma testemunha", afirmou no local das obras que foram retomadas ontem.
O delegado disse que o operador é uma testemunha-chave para explicar qual era o "plano de voo" de colocação da peça que causou o acidente. A polícia quer saber quais eram as condições de vento, de temperatura, como seria levantada aquela parte da cobertura do estádio.
Ele acredita que as respostas sobre o acidente devem demorar mais dez dias para serem dadas. "A perícia tem de ser um pouco rápida, mas com os pés no chão. Se não parece trabalho de adivinho", disse o delegado. Luiz Antônio da Cruz também vai requisitar o laudo do HD do guindaste. Os arquivos que registram o funcionamento da máquina ainda vão para análise na Alemanha. (Folhapress)

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