Delegação precisou ser escoltada
''Ninguém entende o que houve com o Marquinhos Xavier. Ele foi o grande motivador de tudo que aconteceu''. O treinador Humberto Maccagnan Júnior resume desta forma o incidente envolvendo a torcida do Marechal Cândido Rondon, na última segunda-feira, durante a penúltima partida das quartas de final do Parananese.
Ele acredita que o treinador incitou os torcedores quando chamou a atenção do ala André, do Colégio Londrinense. ''Antes da falta que acarretou na expulsão do Edu, o André trombou no Felipe que ficou caído. Em seguida, o Marquinhos Xavier foi até nosso banco e ofendeu o jogador'', relatou Maccagnan.
O jogo seguiu até o final do tempo regulamentar. Depois que o árbitro apitou o final da partida, a torcida invadiu a quadra. Entre os atletas dos dois times não houve nenhum desentendimento. ''No final eles se cumprimentaram numa boa'', observou o treinador.
No entanto, o problema mais grave ainda estava por vir. Na hora de embarcar, cerca de 200 torcedores começaram a apedrejar o ônibus da delegação. Antes da chegada do reforço policial, o restante dos jogadores (entre eles André) e comissão técnica ficaram isolados no ginásio. ''Não dava para passar pelo tumulto e chegar no ônibus'', relatou Maccagnan.
Sem querer se dirimir das suas responsabilidades, o técnico do Marechal, Marquinhos Xavier divide a gravidade do incidente às atitudes do ala André, que, segundo ele, já estava provocando seus jogadores desde o último confronto das equipes em Londrina.
''Na ocasião, ele (André) ofendeu alguns dos meus atletas. Mas dentro da casa dele, tudo bem. Mas quando joga fora tem que respeitar a torcida do adversário. Ele provocou os torcedores com atos irônicos, como cuspir água no chão. Depois não quer que o torcedor se exalte'', justificou.
O técnico do Marechal frisa que o jogador do Londrinense se aproveitou da situação. ''Essa não é a realidade do nosso torcedor. Já me desculpei com o Júnior pelos incidentes. Temos uma boa relação com Londrina'', finalizou. (R.O.)





