Brasília - Os jogadores da seleção brasileira de futebol terão de passar pela alfândega assim que desembarcarem em Brasília, nesta terça-feira pela manhã. A informação foi confirmada pela Receita Federal, que vai deslocar uma equipe da fiscalização para a base aérea de Brasília, local do desembarque do grupo.
A Receita não informou o número de fiscais que vão fazer a operação, mas disse se tratar de uma fiscalização normal, como a de qualquer aeroporto internacional. Em 1994, quando a seleção brasileira ganhou o tetracampeonato nos EUA, os 102 passageiros do avião que trazia os jogadores foram revistados pelo fisco no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro. À época, havia boatos que o excesso de bagagem do grupo renderia aos cofres públicos cerca de R$ 1 milhão, mas a multa acabou em R$ 50,767 mil.
Em 1998, os jogadores que perderam a final na França tiveram de fazer alfândega também em Brasília, primeira cidade de desembarque no Brasil. A multa paga na época foi de cerca de R$ 15 mil. Pela legislação brasileira, estão livres de impostos as compras no exterior até o limite de US$ 500. O que exceder está sujeito a uma multa de 50% do valor.
Pedilúvio A delegação terá também de passar por um tapete antiaftosa nos aeroportos de Brasília, São Paulo e Rio. A decisão foi tomada pelo Ministério da Agricultura, que instalou o pedilúvio, um tapete que previne a entrada do vírus da febre aftosa. A Coréia do Sul possui focos ativos de aftosa. A doença, que prejudica principalmente o rebanho bovino, foi detectada no mês passado na Coréia.
Além das chuteiras dos craques, os sapatos da comissão técnica e dos torcedores que foram à Copa do Mundo também serão desinfectados nos aeroportos. (Agência Folha)

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