Imagem ilustrativa da imagem Delegação francesa seria alvo de terrorista no Rio
| Foto: Christophe Simon/AFP
Após vazamentos de informações, COI revelou que 250 policiais de 55 países vão apoiar as forças de segurança no Brasil



Paris - A ameaça terrorista durante os Jogos Olímpicos do Rio é real. Foi o que afirmou o general Christophe Gomart, chefe da Direção de Informação Militar (DRM), um dos serviços secretos da França, à Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou a atuação dos órgãos de segurança nos atentados de 13 de novembro em Paris e Saint-Denis. Segundo o general, o ataque seria cometido por um brasileiro em nome do Estado Islâmico e teria como o alvo a delegação francesa.
A declaração foi feita em 26 de maio aos deputados, em sessão secreta, mas veio a público na última terça-feira com a publicação de um relatório no site do Legislativo. Em seu depoimento, o general revelou que fontes de inteligência militar da França indicavam que a organização de um atentado no Rio pelo Estado Islâmico estava em curso.
A transcrição do trecho relativo ao Rio foi retirada das notas públicas da CPI a pedido do general, mas, segundo o jornal francês Libération, um diálogo dele com o deputado Georges Fenech dele permaneceu, provavelmente por erro. Não há informações nos documentos do Parlamento se o suspeito brasileiro integra o EI, se estaria preso, nem mesmo se ele estaria ou não no Brasil.

SEGURANÇA
Após o vazamento das informações em Paris, o Comitê Olímpico Internacional (COI) afirmou que os antecedentes e históricos de cerca de 400 mil pessoas foram avaliados antes dos Jogos e revelou que os serviços de inteligência da Bélgica, França e Estados Unidos vão apoiar a operação no Brasil. Segundo a entidade, além dos 85 mil homens brasileiros, 250 policiais de 55 países vão "apoiar" as forças armadas locais e os serviços de policia.
O diretor-geral da Agência Brasileira de Inteligência (Abin), Wilson Trezza, esclareceu que o Brasil "ainda não foi informado" da possibilidade de ocorrência de um atentado terrorista contra a delegação da França, durante a realização dos Jogos Olímpicos. Ele disse desconhecer o alerta e evitou reconhecer o atraso no repasse desse tipo de informação ao Brasil.

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