Del Nero diz que não sabia de cláusula
São Paulo - O presidente da Federação Paulista de Futebol e vice da CBF, Marco Polo Del Nero, disse ontem que a Portuguesa recebeu da CBF uma minuta de contrato de empréstimo com cláusulas que poderiam ser modificadas ou recusadas.
Ele garantiu que não sabia que na minuta haveria uma cláusula condicionando o empréstimo de R$ 4 milhões à Portuguesa jogar a Série B e desistir de acionar a Justiça comum para permanecer na Série A.
"Eu não li o contrato, quando ler talvez tenha uma opinião (sobre a cláusula). Mas não falarei qual é minha opinião. Vou explicar como funciona: fazemos muitos contratos aqui na federação, várias minutas, que é um início de estudo do contrato, e às vezes recebemos alguns absurdos. Essas minutas são analisadas pelo departamento jurídico, e são assinadas ou não", disse o dirigente.
Del Nero afirmou que não tem acesso a todos os contratos feitos pelo departamento jurídico da CBF e que os recebe no momento da assinatura ou quando há algum problema.
Ontem, ele foi reeleito a mais um mandato, até 2018, como presidente da FPF. O presidente da Portuguesa, Ilídio Lico, esteve presente na assembleia. "O Marco Polo me disse que não sabia da cláusula. Eu acredito nele", disse Lico. Del Nero admitiu que conversou com Lico e que o avisou para discutir mudanças no contrato, se houvesse alguma cláusula que não concordava.
O presidente da CBF, José Maria Marin, esteve ontem na sede da FPF, mas deixou o prédio de helicóptero pouco depois de finalizada a sessão que reelegeu Del Nero. Lico disse que não conseguiu falar com Marin sobre o contrato.
Del Nero declarou ontem ser contra que clubes acionem a Justiça comum para resolver pendências desportivas. "A Fifa não permite. Tudo tem que acabar na Justiça desportiva. O STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva) é um órgão independente e que julgou com base nas regras. Pode errar? Pode, como qualquer tribunal pode errar." (Folhapress)





