São Paulo, 18 (AE) - Gustavo Kuerten, Fernando Meligeni
Jaime Oncins e Márcio Carlsson foram definidos hoje pelo técnico Ricardo Acioly, como os jogadores brasileiros para o desafio do Grupo Mundial da Taça Davis contra a Espanha - marcada para a cidade de Lérida (Esp) no período de dois a quatro de abril. A equipe é a mesma que derrotou a Romênia por 3 a 0 na repescagem do Grupo Mundial, no ano passado, em Porto Alegre. Naquela oportunidade, o Brasil foi para a repescagem justamente por ter perido (3 a 2) para a equipe espanhola.
Ao divulgar a equipe oficial, Ricardo Acioly antecipou que, salvo algum problema físico de última hora, Gustavo Kuerten, o Guga (17º), e Fernando Meligeni (56º) serão os titulares nos jogos de individuais. Para a disputa de duplas, deverão jogar Guga e Oncins. Os dois conseguiram seis vitórias consecutivas na Davis do ano passado. Se passar pela Espanha, a equipe brasileira terá pela frente a seleção da França ou da Holanda, sempre na condição de visitante. Se perder, volta para a respescagem, a partir de setembro.
A Espanha é favorita em Lérida. Tem uma equipe de tenistas ranqueados entre os 20 melhores do mundo, o apoio da torcida e conta ainda com o retrospecto adversário: o Brasil nunca ganhou um confronto pelo Grupo Mundial, desde 1981, jogando fora de casa (perdeu para Romênia, Alemanha, Espanha, Itália e Bélgica). Isso
no entanto, não desanima os brasileiros, que esperam surpreender. "Ganhar seria um grande feito e eu tenho fé de que o nosso tênis pode fazer isso", afirmou, hoje, Fernando Meligeni, depois de um treino no Sírio, em São Paulo.
Com exceção de Guga que está em Key Biscayne, jogando o Lipton, Meligeni, Jaime Oncins e Márcio Carlsson vão jogar um torneio em Casa Blanca, Marrocos, a partir de segunda-feira. Ricardo Acioly usará o torneio, que será jogado em quadra de saibro, o mesmo piso da Espanha, como treino para a Davis. "Estou em uma ótima fase, o Guga também e a dupla entre ele e o Jaiminho é excelente", avaliou Meligeni. "O importante é jogar com amor e tranquilidade e lembrar que quando eles estiveram aqui no Brasil chegamos muito perto de uma vitória", observou Meligeni.
Nem a formação da equipe espanhola com tenistas como Carlos Moyá, o atual número um do ranking e Alex Corretja, o quarto, além de Albert Costa (16º) e Félix Mantilla (20º) assusta os brasileiros. "Nossos tenistas estão entre os 100 melhores do mundo e este é um confronto em que qualquer coisa pode ocorrer", disse Meligeni.
Para o tenista, os espanhóis vão sofrer a pressão da torcida por uma vitória. Ricardo Acioly acha que a torcida contrária não vai atrapalhar os brasileiros. "Na hora da quadra eles estão acostumados a ter controle mental, a isolar a cabeça de circunstâncias externas."
O presidente da Confederação Brasileira de Tênis, Nelson Nastás, informou que em caso de vitória o prêmio da Federação Internacional de Tênis, de US$ 125 mil será repassado à equipe, em maio.

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