Definições marcam Fórmula 1 em Mônaco
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sábado, 23 de maio de 2009
Das agências 
São Paulo - A Fórmula 1 vive um momento de definição dentro e fora da pista. Do lado externo é cada vez mais preocupante a ameaça de algumas equipes, lideradas pela Ferrari, de abandonar a categoria em 2010, no caso de aprovação das novas regras principalmente a que limita o teto orçamentário em 40 milhões de libras (cerca de R$ 129 milhões). Dentro da pista, o inglês Jenson Button, da Brawn GP, vencedor de quatro dos cinco GPs disputados, parece não ter adversários à altura na temporada.
A esperança daqueles que aindaesperam por um maior equilíbrio na temporada é o britânico não cruzar a linha de chegada na frente, no GP de Mônaco, que acontece hoje, a partir das 9 horas. As ruas do Principado costumam ser palco de resultados muitas vezes imprevisíveis, já que nem sempre quem tem o melhor carro chega na frente.
Quem está na expectativa de acabar com a soberania de Button é seu companheiro de equipe, Rubens Barrichello, que está furioso depois da manobra de sua própria equipe no GP da Espanha. A controvérsia ocorreu porque o brasileiro, com um carro mais pesado que o do companheiro, assumiu a ponta e não triunfou porque a equipe resolveu fazer um pit stop a menos para o inglês - Barrichello só foi avisado da troca de estratégia depois que já tinha feito sua parada. Depois da vitória em Barcelona, Button ampliou para 14 pontos a vantagem sobre o brasileiro 41 a 27.
Poderia dizer que agora é minha vez. Mas palavras não significam nada. Só tenho de ir lá, vencer a corrida e calar algumas pessoas, desabafou Rubinho. Não vejo Jenson correndo muito na frente por toda a temporada, acrescentou.
Apesar da força dos carros da Brawn, outros pilotos entram na prova com chances de vencer. É o caso do atual campeão Lewis Hamilton, da McLaren, que tem um excelente retrospecto em Mônaco. Na F-1, Hamilton participou de duas provas: foi 2º em 2007 e ganhou a prova do ano passado. Outro que não pode ser descartado é o espanhol Fernando Alonso, da Renault, que já venceu duas vezes no Principado, em 2006 e 2007.
Por fim, o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari, que nunca venceu a prova mais charmosa da categoria, porém já demonstrou talento suficiente para estar entre os favoritos. Ele e todos brasileiros esperam, apenas, que sua equipe não volte a cometer os erros que vêm lhe prejudicando desde o último ano.


