Definição ainda vai demorar
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quinta-feira, 20 de fevereiro de 1997
Livio Oricchio 
France PresseJulgamentoO promotor de Bolonha, Maurizio Passarini, que trabalha no processo Bastou o primeiro dia de julgamento dos acusados pela morte de Ayrton Senna para se confirmar que a definição do caso demorará ainda muito tempo. Ontem, em Ímola, logo depois de abrir a primeira sessão no tribunal, às 9h30, o juiz Antonio Costanzo recebeu dos advogados do projetista da Williams FW16 de Senna, o inglês Adrian Newey, e do ex-delegado de segurança da Fórmula 1, o belga Roland Bruynseraede, pedido de anulação das provas técnicas. Eles alegam ter deposto como testemunhas e não como acusados, uma vez que não receberam nenhuma notificação do promotor Maurizio Passarini. A família de Ayrton Senna, explicou seu advogado, Giovanni Carcaterra, não solicitará nenhuma indenização da equipe Williams.
Os depoimentos das testemunhas e a apresentação das provas contra os seis acusados só deverá começar na terceira sessão do julgamento, programada para dia 5 de março. Na próxima audiência, marcada para dia 28, ainda serão acertados mais detalhes do prosseguimento do caso. Mas são grandes as possibilidades de o processo parar já na sua fase inicial. Se o juíz Costanzo julgar improcedente a alegação da defesa de Newey e Bruynseraede, existe o recurso do Apelo. Meu cliente foi interrogado na condição de testemunho e desenhista de carros de competição, já que Passarini formalizou as acusações apenas na fase final do inquérito, disse Luigi Sartori, advogado de Newey.
Apenas um dos seis acusados compareceu ao tribunal: Federico Bendinelli, presidente da Sagis, empresa que administra o autódromo Enzo e Dino Ferrari. Ele sentou no banco dos réus porque, segundo apurou Passarini, a pista de Ímola não estava nas condições de segurança ideais. Demonstrando serenidade, Bendinelli, que é advogado, afirmou: Estou tranquilo, o circuito não teve nenhuma responsabilidade no ocorrido, as acusações são infundadas.
CorreçãoEm relação à matéria sobre o julgamento do caso Ayrton Senna, publicada dia 19, na página 12, a data correta sobre o dia da morte do tricampeão mundial de Fórmula 1 é 1º de maio de 94 e não em 1º de abril como foi publicado.


