São Paulo - Houve um momento na temporada em que a zaga era apontada como o ponto fraco do Palmeiras e que o São Paulo só não deslanchava porque a defesa já não era tão segura como em anos anteriores. Mas essa história mudou completamente desde setembro.
Nos últimos oito jogos, o Palmeiras sofreu só um gol - e que saiu numa falha individual e isolada do jovem zagueiro Maurício, no jogo contra o Atlético-MG. Nesse mesmo período, o São Paulo sofreu dois gols - um no empate com o Atlético-MG e um na vitória por 3 a 1 sobre o Ipatinga.
No caso do Palmeiras, a mudança foi radical e começou com a queda da dupla Jeci e Gladstone, tão criticada pela torcida. Gustavo e Maurício entraram no time. Mas Vanderlei Luxemburgo sentiu que isso não bastava. Daí, o treinador colocou o volante Martinez como zagueiro. Depois, a contratação do experiente Roque Júnior fechou de vez o buraco.
Assim, a defesa palmeirense está pronta para encarar o ataque do São Paulo, domingo, no Palestra Itália. ''Nosso time melhorou muito com a passagem do Martinez para a zaga'', avaliou Luxemburgo. ''Ele dá mais proteção e sabe também sair jogando.''
No São Paulo, não houve mudança tática. O esquema é o mesmo 3-5-2 dos últimos anos. A novidade está nas peças. No clássico de amanhã, Rodrigo volta de suspensão e, ao lado de André Dias e Miranda, formará um trio que ainda está invicto no Brasileirão. Com os três em campo, o time disputou cinco jogos, com duas vitórias e três empates. A média de gols também é baixa: foram apenas dois, ou 0,4 por partida.
O segredo, segundo os zagueiros são-paulinos, está na cobrança entre eles. ''A defesa está em alta porque nunca deixamos o companheiro distrair'', afirmou André Dias. ''Há uma cobrança bacana. A gente conversa antes do jogo para os três ficarem espertos para não tomar gol. Quando um começa com corpo mole o outro já dá um puxão'', reforçou Rodrigo.

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