São Paulo - O ano começou com setor defensivo do São Paulo em baixa. A defesa são-paulina, sempre elogiada como ponto forte do time nos últimos anos, tinha virado uma ''peneira'', sofrendo dez gols em sete partidas. Mas a chegada do zagueiro Rhodolfo, contratado junto ao Atlético-PR, fez tudo mudar no Morumbi.
O zagueiro, claro, divide os méritos com os companheiros de equipe, mas os números comprovam que o desempenho defensivo do São Paulo melhorou muito depois de sua estreia diante da Portuguesa. Desde então, foram apenas três sofridos em sete jogos. E a média caiu de 1,42 para 0,41 gol por partida.
''Não fiz nada sozinho. O São Paulo está de parabéns, melhoramos, tivemos uma sequência boa. A culpa não era só da zaga quando o time levava os gols. Agora, estamos mais compactados, então temos tomado menos gols'', afirmou Rhodolfo, feliz com o bom começo de trabalho em seu novo clube.
''Não é só um. O time todo está bem. Temos bons titulares e suplentes. O Rogério também está em um fase boa. O grupo todo tem sua parcela de êxito'', acrescentou Rhodolfo, que é o único dos zagueiros que atuou em todos os jogos desde os 3 a 2 diante da Portuguesa - os demais (Alex Silva, Miranda, Xandão e Luiz Eduardo) passaram por um rodízio implementando pelo técnico Paulo César Carpegiani.
O treinador também mantém uma variação de esquema tático que já se mostrou útil dependendo do adversário. Na boa sequência defensiva - o time sofreu apenas um gol nos últimos seis jogos -, o São Paulo atuou algumas vezes com uma linha de quatro homens atrás (sempre com um zagueiro improvisado de lateral-direito) e apostou em outras no 3-5-2.

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