Defesa se transforma em arma no Paraná
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quinta-feira, 20 de março de 2008
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Contrariando o dito popular de que o ataque é a melhor defesa, o Paraná de Paulo Bonamigo têm na zaga sua principal arma. Desde que o treinador assumiu o time, o Tricolor disputou 12 partidas e levou apenas sete gols. Média de apenas 0,58 gol sofrido por jogo que supera com folga a marca de 1,25 gol por partida registrada nas oito primeiras rodadas do Estadual, quando a defesa paranista foi vazada 10 vezes.
A estatística positiva só não é ainda melhor devido à derrota por 3 a 1 para o Engenheiro Beltrão, na última rodada da primeira fase do Paranaense, quando o treinador escalou o time reserva. Esta foi a única vez que a equipe levou mais de um gol sob o comando de Bonamigo, que já programa a revanche na partida de amanhã, novamente no João Cavalcanti de Menezes, onde o Paraná nunca venceu - soma um empate e duas derrotas.
A força defensiva da equipe foi novamente demonstrada no triunfo sobre o Vitória, na Copa do Brasil. Ajudado pela falta de agressividade do time baiano, o Tricolor garantiu a terceira vitória seguida por 1 a 0. ''Foi mais uma boa atuação da equipe, que foi muito aplicada taticamente. O time se postou bem e esperou o momento certo de marcar o gol'', resumiu o treinador, mantendo a postura pragmática.
Depois de arrumar a ''cozinha'', Bonamigo aos poucos mexe no setor ofensivo. Nas últimas partidas o treinador lançou os atacantes Jonatas, Fábio Luís e Clênio - o último jogou meio tempo contra o Vitória, mas não disputa o Estadual. E apesar do maior número de opções, quem se destaca como artilheiro é o velho conhecido Joelson. ''Já fui muito criticado aqui no clube, mas soube assimilar bem as críticas e dar a volta por cima. Hoje vivo outro momento e felizmente sou elogiado pela torcida'', ressalta o meia-atacante. Que é um dos exemplos claros - ao lado de Daniel Marques e Nem - do sucesso do treinador na recuperação de atletas em baixa.


