Defesa é o trunfo dos paranaenses no Brasileirão
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quarta-feira, 07 de novembro de 2007
Luciano Balarotti<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A exemplo do São Paulo, que atingiu o título brasileiro com grande folga graças à força defensiva, os três representantes paranaenses que disputam o Brasileiro têm na zaga o trunfo para as recuperações vividas ao longo do ano. A começar pelo Coritiba, dono da defesa menos vazada da Série B - com retorno garantido à Primeira Divisão - e muito próximo do título.
Com média de 1,03 gol sofrido por partida na competição, em que foi comandado quase que exclusivamente por René Simões - Guilherme Macuglia saiu após a quarta rodada -, o Coxa só atingiu tal desempenho com a adoção do líbero, função exercida muito bem por Anderson Lima. ''Não gosto de escalar três zagueiros, mas o Anderson é diferenciado e cumpre a função de líbero como ninguém'', destaca o técnico, que assumiu um time com média de 1,26 gol sofrido a cada jogo.
A melhora da defesa, que como contrapartida reduziu o poder ofensivo - de 1,79 para 1,43 gol por partida -, foi conseguida também com o deslocamento do lateral-esquerdo Douglas Silva para a posição de volante e com a utilização do sistema 3-6-1 nos jogos como visitante. Tática que deu resultado e garantiu 17 vitórias, seis empates e apenas sete derrotas na ''era René''.
Período que pode acabar no final do ano, já que o treinador admite ter outras propostas. Em comunicado, Simões pede cautela para evitar que a negociação interfira na política do clube, com a proximidade da eleição do novo presidente. ''Tenho que ter cuidado, não posso ser usado nem usar o processo sucessório, não tenho esse direito. É verdade que conversei com o Vialle (coordenador de futebol do clube) sobre a Jamaica (pode voltar à seleção do país), mas jamais houve a colocação de que o dinheiro seria muito. O que existe é um grande laço de afetividade, retribuição e respeito mútuos. Dinheiro jamais definiria meu retorno'', complementa.
Também baseado no fortalecimento defensivo, Ney Franco mudou a formação do Atlético para o 3-5-2. O resultado foi a redução da média de gols sofridos por partida, de 1,45 sob o comando de Vadão e Antônio Lopes, para 1,2. Nos últimos sete jogos, o desempenho foi ainda melhor, já que sofreu apenas três gols.
No Paraná, não levar gol passou a ser prioridade com a chegada de Saulo de Freitas. Mesmo sendo o maior artilheiro da história do clube, o treinador sempre afirmou que sua primeira tarefa era arrumar a defesa. Curiosamente, a solução encontrada foi oposta a dos outros clubes, com o abandono do 3-5-2 para o retorno à formação tradicional, com dois zagueiros de área - além da efetivação de Gabriel na equipe titular. Invicta há três partidas, a zaga paranista tem média de 0,8 gol sofrido nos cinco jogos sob o comando de Saulo, contra 1,7 no restante do campeonato.


