Curitiba - O ex-árbitro Amoreti Carlos da Cruz, um dos 13 réus que devem ir a julgamento sobre o caso de suposta manipulação de resultados na Série Prata do Campeonato Paranaense, quer anular a audiência, marcada para a próxima segunda-feira. Um dos advogados de Amoreti, Celso Camargo, encaminhou ontem o pedido ao Tribunal de Justiça Desportiva (TJD) do Paraná, alegando que houve irregularidades durante a instauração do inquérito.
Camargo baseia-se no artigo 64, no parágrafo 6º do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), que prevê o depoimento separado das partes envolvidas, o que não aconteceu. O árbitro Evandro Rogério Roman, responsável pela denúncia de grande parte dos acusados, foi ouvido no dia 20 de setembro, no TJD, perante a imprensa e outros apitadores, que também falaram em público. Grande parte dos outros indiciados também devem seguir a mesma linha de defesa.
O procurador do TJD responsável pelo processo, Davis Bruel, adiantou que o pedido de nulidade do inquérito não seria acatado porque o artigo citado por Camargo seria referente ao julgamento e não ao período de investigação, por isso a possibilidade de irregularidade estaria descartada.
A defesa de Amoreti também encaminhou na terça-feira o questionamento da competência do TJD de julgar o ex-árbitro, que não teria mais vínculo com a Federação Paranaense de Futebol (FPF), mesmo sendo presidente do Sindicato dos Árbitros do Paraná, entidade não reconhecida pela FPF. O presidente do TJD, Bôrtolo Escorssim, afirmou que esse pedido também não poderia ser amparado pelo CBJD, pois os denunciados atualmente sem ligação com a federação foram classificados como intermediários, que poderiam ser qualquer pessoa física ou jurídica envolvida no suposto esquema da ''máfia do apito'' no Paraná.

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