Rio - Um setor que o torcedor não pode reclamar da seleção brasileira é a defesa. Sem contar os acréscimos, os comandados de Dunga estão há 402 minutos sem sofrer um gol nas Eliminatórias Sul-Americanas para a Copa de 2010. A série invicta é a maior em todas as edições do torneio.
  A última vez que a equipe foi vazada foi em 15 de junho deste ano, quando o atacante Cabañas marcou para o Paraguai aos 3 minutos do segundo tempo e definiu a vitória por 2 a 0 sobre o Brasil, em Assunção.
  De lá para cá, a seleção e o goleiro Júlio César não sabem mais o que é buscar a bola no futndo das redes. Argentina, Chile, Bolívia e Venezuela, não tiveram sucesso nas tentativas. Desde a implantação do turno e returno nas eliminatórias, o Brasil jamais havia ficado mais de três jogos sem ver a defesa vazada.
  Na campanha para o Mundial de 2002, a seleção permaneceu 346 minutos sem ser vazada. A equipe superou Bolívia (5 a 0), Venezuela (6 a 0) e Colômbia (1 a 0), antes de ser vazada pelo atacante Agustín Delgado, aos 4 minutos do segundo tempo na vitória do Equador por 1 a 0.
  Se levarmos em consideração, os outros formatos de eliminatórias a seleção brasileira também estabeleceu uma marca inédita. Em 1993, o Brasil ficou os mesmos quatro jogos invictos nas eliminatórias, mas não pôde ampliar a série devido ao término da competição.
  Naquela ocasião, a defesa brasileira fechou o torneio com uma invencibilidade de 372 minutos, já que foi superado pelo uruguaio Fonseca aos 33min do segundo tempo no empate por 1 a 1, em 15 de agosto de 1993, e depois disso a seleção emplacou quatro vitórias nas rodadas finais: Equador (2 a 0), Bolívia (6 a 0), Venezuela (4 a 0) e Uruguai (2 a 0). (Das Agências)

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