Dedé nega ter barrado jogador no Londrina
Curitiba - Ariobaldo Frisselli, o professor Dedé, que há 18 anos ministra a cadeira de futebol na Universidade Estadual de Londrina (UEL), e é diretor-técnico da Fundação de Esportes, nega ter sido ele o técnico que reprovou Kléberson em uma peneirada (testes para aprovação de futuros jogadores) no Londrina. Segundo ele, nunca trabalhou com a seleção de jogadores no Tubarão.
Em vez de ter ''barrado'' Kléberson, ele afirma que foi o primeiro técnico do jogador, quando este foi para o PSTC. ''O Mário Iramina (presidente do PSTC) pediu para que eu desse uma olhada nele, que vinha do Nichika, indicado pelo Ticão. Era um rapaz muito franzino, mas tinha habilidade e o que mais me impressinou é que era ambidestro. Por isso eu o aprovei.''
Dedé é consultor do Londrina, trabalha com a parte científica aplicada ao futebol. Ajudou o também londrinense Antônio Carlos Gomes a fazer o projeto que hoje é utilizado pelo Atlético Paranaense no Centro de Treinamentos do Caju.
Para ele, muitos futuros craques são desperdiçados pelos clubes nas ''peneiradas'' porque não existe um método científico de avaliação. ''Existem muitas variáveis no futebol. Na preparação física é até possível fazer uma avaliação científica, mas na parte técnica é muito difícil ver um clube fazendo isso''.
Dedé lembra de uma passagem do Kléberson quando pegava uma carona com ele no Vectra do então técnico. ''Ele disse que um dia iria ter um carro daqueles. Eu respondi que ele iria mesmo, se fizesse tudo certinho''. Hoje, Kléberson tem um Audi e um Chrysler, que deve vender ou repassar quando for para a Inglaterra. (L.C.O.)





