Dedé fica no Vasco até a Libertadores
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terça-feira, 22 de novembro de 2011
Tiago Rogero <br> Agência Estado 
Rio - A estreia oficial é uma. A que ele gosta de lembrar, outra. Em agosto de 2009, Dedé vestiu a camisa do Vasco pela primeira vez. Entrou durante o segundo tempo de um jogo pela Série B do Campeonato Brasileiro. Em maio de 2010, quase um ano após ter sido contratado - período em que disputou apenas sete partidas -, ganhou uma chance no time titular, pelas quartas de final da Copa do Brasil. A 26 dias do fim do contrato, agarrou a oportunidade. E não largou mais. Aos 23 anos, o ''Mito'', como tem sido chamado pelos torcedores, marcou 17 gols como profissional, 13 pelo Vasco. Nesta entrevista, Dedé falou sobre a relação com o técnico Ricardo Gomes, seleção brasileira, a ''disputa'' com Neymar pelo título de craque do Brasileirão e a permanência no Vasco, garantida pelo menos até a Libertadores do ano que vem.
Como você encara o apelido de ''Mito''?
Não me considero um mito. Sou muito simples para ter essa visão. Acho um apelido muito forte, mas curto o carinho do torcedor.
Como foi jogar junto com Júnior Baiano no Volta Redonda?
O Baiano me deu muitos conselhos que servem até hoje. Foi ele quem me aconselhou a não deixar o Vasco para ir para o futebol coreano (em 2010).
Fica no Vasco até quando?
É certo que fico até o fim da Libertadores, mas minha vontade é de ficar até a Copa (de 2014). Mas isso depende de outros fatores. O Vasco detém parte dos meus direitos, um empresário detém a outra metade.
Sonha em jogar na Europa? Quando seria o melhor momento para ir?
Sonho em jogar na Europa e disputar uma Copa do Mundo. Mas as coisas acontecem naturalmente, não adianta querer apressar. No Vasco fiz minha ''estreia'' faltando menos de um mês para terminar o contrato. No ano seguinte já comemorava o prêmio de melhor zagueiro do Brasileirão. Foi tudo muito rápido.
Acha que o esforço do Santos em segurar Neymar, mesmo com tantas propostas, pode ser uma tendência no Brasil?
Vejo alguns jogadores brasileiros com altos salários na Europa voltando a atuar no Brasil. Olha o Luis Fabiano, o Denilson e muitos outros. O mercado brasileiro está se fortalecendo.
Para alguns comentaristas você disputa o título de craque do Campeonato Brasileiro com Neymar. Um zagueiro contra um atacante. Dá para ganhar?
Com o Neymar é covardia (risos)! Ele é fora de série e um dos melhores jogadores do mundo.
O que representa o técnico Ricardo Gomes para o grupo do Vasco?
Ele é a coluna que sustenta o grupo. O Ricardo, com aquele jeito calmo, é mais que um excelente treinador. Ele conseguiu ganhar o grupo. Conversa muito com os jogadores e explora o que cada um tem de melhor.
E para você?
Confio em amigos fora de campo. Quando a gente ganha espaço, é cercado por um monte de pessoas oportunistas. O Ricardo não é amigo antigo, mas virou um. Além disso, sabe tudo da posição que jogo. Procuro conversar bastante com ele.
Como o grupo superou a internação do Ricardo (em agosto, o treinador sofreu um acidente vascular cerebral durante o clássico contra o Flamengo)?
Minha vontade era de pedir que o jogo fosse paralisado. Sabíamos que estava acontecendo algo com ele, mas não exatamente o que era. Acho que a superação dele nos motivou. Estamos buscando esses títulos (do Brasileiro e Sul-Americana) para dedicar ao Ricardo. Ele é o responsável pelo bom momento que vive o Vasco.
Hoje, a dupla ''titular'' de zaga do técnico Mano Menezes na seleção brasileira é formada por David Luiz e Thiago Silva. Acha que tem vaga entre os 11?
Acho que é muito cedo para dizer isso. Tenho é que trabalhar para manter o bom momento. Ser convocado é o primeiro passo. Brigar por vaga é outra história.


