Port Elizabeth - O empate de Portugal contra a Costa do Marfim teve consequências turbulentas e ontem foi dia de apagar incêndio. O meia Deco voltou atrás nas críticas feitas ao técnico Carlos Queiróz após a partida. Ele atacou a postura tática do time e contestou a função tática que teve de exercer. Foi aconselhado a ''esclarecer'' o que quis dizer, para não conturbar o ambiente. Na próxima segunda, Portugal enfrenta a Coreia do Norte e depois do 0 a 0 na estreia tem obrigação de vencer, de preferência por boa margem de gols.
Deco utilizou o site da Federação Portuguesa de Futebol para se desculpar por ter dito que a equipe foi medrosa em campo e que ele teve de jogar aberto pelo lado do campo, o que nunca havia feito na carreira. Também havia reclamado de ter sido substituído por Tiago durante o segundo tempo. ''Quero esclarecer que nunca tive e não tenho qualquer problema como o treinador e jamais foi minha intenção colocar em causa a liderança e as decisões do professor Carlos Queiróz'', justificou.
Em seguida, alegou que fez as declarações de cabeça quente, logo depois do fim do jogo, ainda sem ter digerido o empate. ''Eu estava convencido de que poderia ajudar a equipe. Nenhum jogador gosta de ser substituído e eu muito menos'', usou o lugar-comum. ''Acreditava que a qualquer momento podia fazer uma assistência ou até um gol que decidisse o jogo. Daí a minha frustração''.
Jornalistas que acompanham o dia a dia da seleção portuguesa revelaram que Queiróz ficou irritado com as declarações de Deco. Considerou-as inoportunas, mas em nenhum momento cogitou em penalizar o meia. O conselho para que divulgasse a nota teria sido dado por um dirigente da federação. Deco já avisou que, após o Mundial, não vestirá mais a camisa da seleção portuguesa. O meia, inclusive, estuda propostas para atuar no futebol brasileiro.

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