Declarações de Scolari irrita dirigente
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terça-feira, 23 de fevereiro de 1999
Por Dinoel Marcos de Abreu 
São Paulo, 24 (AE) - O presidente do Palmeiras, Mustapha Contursi, não gostou da declaração do técnico Luiz Felipe Scolari que anunciou a decisão de ir embora do clube assim que terminar seu contrato com o Alviverde no meio do ano. Mustapha, que soube da entrevista do treinador por meio de algumas pessoas ligadas ao Palmeiras, foi comunicado oficialmente do assunto por meio do diretor de Futebol Sebastião Lapolla, numa conversa pelo celular.
Lapolla afirmou que o presidente do Palmeiras não gostou da atitude do técnico, mas antecipou que não iria tomar nenhuma decisão, apesar do descontentamento com o técnico. "O presidente disse que não era o momento para o técnico dar esse tipo de declaração, mas ele irá esperar o fim do contrato de Scolari para depois tomar uma decisão." Mustapha, que estava no Parque Antártica, não quis conversar pelo telefone com os reporteres que estavam na Academia da Barra Funda.
O diretor de Futebol da Parmalat, Paulo Angioni, disse que, por parte da patrocinadora do clube, a declaração do treinador não deverá causar nenhum problema no trabalho do técnico antes de terminar seu contrato. "Se depender da Parmalat, Scolari continuará no Palmeiras por mais dois anos, quando terminará o contrato de co-gestão da empresa com o clube", disse o dirigente, que antes do treino de hoje à tarde teve uma reunião com Scolari e com Lapolla. Paulo Angioni afirmou que o assunto foi a definição da lista dos jogadores inscritos para o clássico contra o Corinthians, na estréia do Palmeiras na Libertadores.
"Scolari me disse que deu tal declaração, demonstrando a intenção de ir embora no fim do contrato para acabar com a especulação que ele poderia deixar o Palmeiras a qualquer momento", disse Angioni. "Ele não poderia mesmo garantir que ficaria no clube depois de terminado o contrato."


