Decisão sobre Rexona si após o carnaval
São Paulo, 28 (AE) - Mesmo antes do fim da Superliga Feminina, após o carnaval, a Gessy Lever vai anunciar sua decisão de seguir ou não patrocinando o time de vôlei feminino do Paraná, do técnico Bernardinho e da levantadora Fernanda Venturini, com a marca Rexona. A equipe adulta representa um gasto de 70% do investimento de R$ 4 milhões anuais e a empresa confirma que está descontente com o retorno. Afirma que é pequena a repercussão com a transmissão dos jogos pela CNT/Gazeta e também reclama de problemas com a parceria com o governo do Estado do Paraná.
"Já estamos reavaliando o projeto e não vamos esperar acabar a Superliga para decidir isso", afirmou, ontem, o gerente de marketing esportivo da empresa, Luiz Felipe Vaz, dizendo que tem reuniões com a diretoria da Gessy Lever ainda esta semana. "Sabemos que a equipe poderá ficar abalada emocionalmente, mas estamos dando uma chance para a CBV (Confederação Brasileira de Vôlei) apresentar algo, não queremos esperar que o barco afunde."
Luiz Felipe disse que pediu uma posição para a CBV sobre a possibilidade de a Superliga ter a transmissão de uma emissora de sinal aberto, "de preferência a Globo", como ressaltou, no fim do ano passado. "Anunciamos o nosso descontentamento, acho que a Superliga teria de ter, no mínimo, a transmissão da Bandeirantes."
O representante da Rexona estava na reunião da Superliga que aprovou a exibição dos jogos pela CNT/Gazeta (que, aliás, é paga por cinco cotistas entre as empresas que têm times na Superliga e a Rexona é uma delas). "Era a CNT/Gazeta ou nada, tivemos de concordar, mas os nossos estudos da central de mídia tem mostrado que o investimento não está sendo bom e, exatamente por isso, fica complicado justificar esse investimento alto no time adulto."
O futuro do próprio projeto social do vôlei no Paraná - que tem três anos - está ameaçado se o patrocinador deixar o time de Fernanda Venturini. A Gessy Lever também está descontente com a parceria com o governo estadual. "Ficou acertado que nós entraríamos com o dinheiro e eles com a infra-estrutura, o que não está ocorrendo: o ginásio precisa de pintura, a lanchonete e a lojinha não funcionam mais, não há uma sala de imprensa..."
Segundo Luiz Felipe a secretaria de Esportes e Turismo, hoje comandada por Ney Leprevot, não está mais cumprindo com sua parte no projeto desde que o ex-secretário faleceu. O especialista em marketing teme que a saída do técnico Bernardinho - caso haja a decisão de retirada do patrocínio no fim da Superliga - comprometa o andamento do projeto social. "O Bernardinho é a base de todo o projeto, ele é tudo lá."
A CBV já fez um contato com a Rexona. "Falei com o Feitosa", comentou Luiz Felipe Vaz, referindo-se a Antônio Feitosa, responsável pelo Departamento de Vôlei de Quadra. "Mas já venho falando há muito tempo e o Bernardinho sabe disso, assim como o Luiz Fernando Nascimento (supervisor do time)", comentou. Disse que Bernardinho esteve presente na reunião com a CBV, no fim do ano passado, quando apresentou uma posição formal sobre a teve aberta. "Eles têm de estar sabendo de tudo o que ocorre."
Bernardinho disse que suas jogadoras têm de ficar concentradas na quadra. "A função delas é jogar bem, até porque a decisão da Rexona independe da equipe", afirmou o técnico, hoje, antes do treino no Tarumã. O técnico prepara o seu time para a decisão da liderança da Superliga, na última partida da fase de classificação, contra o BCN/Osasco.





