Decisão marca duelo dos 'primos' Aléssio e Rocha
Cláudio Osti - De Londrina
Marcos Zanatta - De Maringá
Tenho que dar um nó nele, brinca o meia Aléssio, do Londrina, referindo-se ao seu parente, o volante Rocha, que joga pelo Grêmio Maringá. A partida de hoje será a primeira em que os dois vão se enfrentar. Aléssio disse que tem pouco contato com seu primo Rocha, casado com a prima, Patrícia. Ele e outros jogadores do Grêmio vieram assistir ao jogo do Londrina contra a Sorec, mas foram embora logo e não pudemos conversar.
Segundo Aléssio, o parente é bom de bola. Eu o vi jogar uma vez quando o Londrina enfrentou o Vocem (Assis-SP). Foi muito rápido: numa jogada o Ivanildo (zagueiro do LEC) dividiu uma bola e o Rocha acabou levando uma cabeçada, saindo da partida.
Aléssio começou no Londrina, jogou no Botafogo carioca, Chapecoense e Portuguesa Londrinense. Ele é de uma família de boleiros. O pai, Jaú, foi lateral do Londrina no início da década de 60 e fez história na cidade. O irmão, também apelidado de Jaú, foi lateral do Londrina mas encerrou a carreira precocemente depois de sofrer uma grave contusão, numa partida contra o extinto Pinheiros, em Curitiba.
Mas, para Aléssio, parente é parente só fora de campo. Quando a gente está lá dentro, nem pensar. Eu quero é vencer e não me preocupo com isso.
O atacante sabe que o jogo é decisivo e não espera sombra e água fresca no Estádio Willie Davids, até porque a motivação do adversário é grande e o estádio deve receber um grande público.
Aléssio acredita que o gramado do estádio, que está em bom estado, irá favorecer a equipe londrinense, que tem um bom toque de bola. Como exemplo, ele cita os jogos contra Foz e Sorec, quando o time mostrou melhor qualidade técnica e venceu as partidas sem muitos problemas.
Nada a ver O volante Rocha, do Grêmio Maringá, diz que jogar contra o primo Aléssio, do Londrina, será uma oportunidade para os dois mostrarem trabalho. Acho que não tem nada a ver a gente ser meio parente, garante. Ao contrário de Aléssio, do Londrina, o meio-campista do Grêmio não tem tradição de futebol na família. Ele começou como profissional em 1992 no Central Brasileira, time da intermediária de São Paulo.
Quando chegou em Maringá, em julho passado Rocha, era zagueiro, mas o técnico Walter Zaparolli faz uma experiência com ele no meio de campo e gostou do resultado. Também gostei da posição, diz. Ele conta que o trabalho realizado pelo Grêmio valoriza o atleta, principalmente porque mostra a vontade da diretoria em dar continuidade ao time. Tem também a volta da torcida aos jogos, o que é gratificante para os jogadores e toda a equipe, afirma.
Apesar da indefinição do técnico Zaparolli, Rocha confia que entra como titular. Estou trabalhando para esta final, e acho que tenho condições de começar jogando, calcula. O resultado da partida, espera Rocha, é a vitória do Grêmio. Ele diz que o time está reativando o futebol de Maringá com muito profissionalismo. O título vai pesar muito para o trabalho da equipe e a volta do futebol forte em Maringá, lembra.





