Decisão é com ele!
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segunda-feira, 20 de maio de 2013
GUILHERME PALENZUELA<br>[email protected] 
Não existia personagem mais provável para decidir a final do que Danilo. Aos 33 anos, o meia chegou ontem ao 21o- título de sua carreira. História construída com gols como o de ontem, que fez a esperança santista durar apenas dois minutos - repetição do que aconteceu contra o mesmo Santos na semifinal da Libertadores do ano passado, quando a mesma camisa 20 calou a alegria do Peixe.
Danilo não ganha no grito. Não ganha no marketing e muito menos na marra. Ganha na bola, com discrição. Não só os incontáveis troféus, mas também a permanência na equipe do técnico Tite após o título do Mundial de Clubes. Renato Augusto e Alexandre Pato chegaram, agradaram no campo, mas nenhum dos dois roubou a vaga de Danilo, que passa longe de valer o preço dos importantes reforços, mas decide como ninguém quando é necessário.
Danilo estava sendo atendido pelos médicos do Corinthians quando o Santos abriu o placar com Cícero. Um choque de cabeça com Edu Dracena causara um corte acima do olho direito. Retornou quando a bola voltou a rolar. Depois de marcar o gol, só não fez o segundo porque o travessão o impediu.
Além do gol que levou o Corinthians à final da Libertadores de 2012, que resultou no título inédito, Danilo deu o passe para Emerson marcar o primeiro na finalíssima contra o Boca (ARG), vencida por 2 a 0. Em 2005, no São Paulo, também foi protagonista: marcou nos dois jogos da semi contra o River Plate (ARG). E fechou com mais um título.




