A decisão do Campeonato Paranaense de Futsal de 98 deve ter mais um round hoje. Tudo está nas mãos do juiz da 11ª Vara Cível de Curitiba, Albino Jacomel Guedes. Cabe a ele decidir se mantém ou suspende a partida marcada para amanhã, às 20h30, no Ginásio Joelson Marcelino, de São Miguel do Iguaçu, entre a Associação Atlética Cavalca & Verona e Foz/Futsal SulAmericana.
A briga na Justiça se arrasta entre decisões do TJD, liminares e agravos na justiça comum desde 21 de novembro, quando o Cavalca venceu em campo a decisão com o Foz. Hoje, o juiz Albino Guedes tanto pode favorecer o Cavalca, suspendendo a nova partida decisiva, quanto pode manter a partida e esperar o novo julgamento no TJ, no dia 24.
Para o presidente da FPFS, Jorge Kudry, o que a Justiça determinar será acatado. Segundo ele, o futsal do Paraná foi quem mais perdeu com esta batalha judicial. ‘‘Nós queríamos proclamar os dois clubes como campeões e indicá-los para a Taça Brasil. Como não houve acordo, cabe à Justiça determinar o que fazer’’, disse. Por enquanto, a decisão está marcada para amanhã.
Já o advogado do Foz/Futsal Sul Americana, Marcelo Ribeiro, acredita que a partida de amanhã deve acontecer. Mesmo sem ter acesso ao despacho do desembargador Octávio Valeixo, Ribeiro espera que primeiro o agravo da FPFS seja julgado para depois tomar alguma decisão. ‘‘Existem documentos que foram anexados ao processo e que ainda não sofreram apreciação’’, conta.
Porém, Ribeiro atenta para o fato de que, se o Cavalca & Verona não entrar em quadra amanhã ou mesmo não permitir a abertura dos portões do ginásio, o time de São Miguel do Iguaçu poderá sofrer punições previstas no regulamento da FPFS. ‘‘Eles podem até ficar sem jogar o Paranaense deste ano’’, disse.
Para o advogado do Cavalca & Verona, Paulo Schmidt, o time de São Miguel do Iguaçu vai entrar em quadra se a Justiça determinar. Porém, ele protocolou a petição solicitando a suspensão do jogo de amanhã até decisão posterior da Justiça. Vale lembrar que, se o jogo acontecer e o Foz vencer, a batalha judicial continuará.

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