São Paulo - O presidente da Confederação Brasileira de Lutas Associadas (CBLA), Pedro Gama Filho, reagiu com indignação à recomendação do Comitê Olímpico Internacional (COI) de excluir a luta do programa dos Jogos Olímpicos de 2020, ainda sem local definido.
"Vergonha do movimento olímpico... Onde estão os ideias? Será que estes ainda valem de alguma coisa? Algo muito sujo por trás disso tudo...", escreveu Gama Filho em sua conta no Twitter, ontem, após a decisão da comissão executiva do COI ser anunciada.
Em 2012, a CBLA recebeu R$ 1,7 milhão de recursos da Lei Agnelo/Piva. A Confederação também recebe patrocínio da Caixa.
Nos Jogos de Londres-2012, a carioca Joice Silva foi a única atleta a representar o Brasil na luta-livre. Ela, que recebe Bolsa-Atleta do governo federal, foi eliminada no primeiro combate.
Desde o último dia 24, o Brasil passou a ter um Centro de Treinamento Internacional de Lutas Associadas para a preparação das equipes masculina e feminina visando aos Jogos de 2016.
Ainda pode voltar
Agora, a Federação Internacional de Luta está condenada, desta forma, a se juntar a outros sete esportes que brigam para integrar os Jogos Olímpicos (squash, escalada, caratê, wushu - uma arte marcial -, beisebol/softbol, wakeboard e patinação sobre rodas), para a única vaga que resta por definir no programa olímpico dos Jogos de 2020.
O COI deve validar o programa dos Jogos Olímpicos de 2020 na reunião de Buenos Aires em setembro, que escolherá a sede do evento entre as três cidades finalistas, Istambul, Madri ou Tóquio.

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