Decisão de 78 ainda atormenta Holanda: Quero vê-los sangrar
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sexta-feira, 03 de julho de 1998
Agência Estado 
Os holandeses não esquecem a final perdida para a Argentina na Copa do Mundo de 1978, disputada na Argentina. Pelo menos, é o que parece, se forem levadas em conta as declarações de alguns ex-jogadores da Laranja Mecânica. Hoje, Argentina e Holanda voltarão se enfrentar em uma Copa do Mundo. Mas desta vez, a vitória garante uma vaga nas semifinais do Mundial deste ano contra o Brasil, terça-feira, às 16 horas, em Marselha.
O ex-jogador Johan Neeskens não esquece as feições do técnico Daniel Passarella, que naquela tarde fria de 78 era o capitão do selecionado argentino. Após receber uma falta de Passarella que o fez sangrar, Neeskens disse ao companheiro Arie Haan que os argentinos iriam pagar por aquilo. Quero vê-los sangrar também, disse Neeskens na ocasião. A derrota para a Argentina em 78 fez com que a Holanda amargasse seu segundo vice-campeonato mundial consecutivo. Em 1974, os holandeses perderam a final para a Alemanha.
O ex-zagueiro Jan Poortvliet ainda lamenta: Deveríamos ter vencido aquela final. Seu ex-companheiro de zaga, Ernie Brandts, disse que os holandeses não podem continuar lamentando a derrota para a Argentina. O jogo terminou empatado por 1 a 1 no tempo normal, mas Argentina marcou dois gols na prorrogação e conquistou seu primeiro título mundial.
A cotação do metro quadrado da área correspondente ao meio-de-campo do gramado do Estádio Vélodrome, de Marselha, está em alta. Hoje, argentinos e holandeses vão disputar cada pequeno pedaço da intermediária em uma disputa pela sobrevivência no Mundial.
Temos de tratar de controlar o meio-de-campo, avisa o capitão da Argentina, Diego Simeone. As duas seleções concentram no meio-de-campo jogadores de alta qualidade técnica. Na Argentina, enquanto Zanetti e Simeone se multiplicam nas funções de proteger a defesa e apoiar o ataque, Ortega procura encontrar brechas na defesa adversária para servir Batistuta, enquanto Verón fica responsável pelos chutes de longa distância.
Os problemas musculares atormentam o goleiro Roa, o meia Ortega e o zagueiro Sensini. Os dois primeiros estão confirmados, mas Sensini precisa ainda de um teste final.
A Argentina tem uma outra preocupação. Quatro jogadores estão pendurados com um cartão amarelo: o goleiro Roa, os volantes Simeone e Almeyda e o meia Verón. Os três últimos são fundamentais no trabalho de marcação no meio-campo. Os argentinos garantem que não vão se intimidar por causa disso.
FICHA TÉCNICA
Argentina
Roa; Ayala, Sensini (Vivas) e Chamot; Zanetti, Almeyda, Simeone, Verón e Berti (Lopez); Batistuta e Ortega.Técnico: Daniel Passarella
Holanda


