Lima - Brasil e Argentina, considerados como as principais seleções do continente, finalmente farão uma final da Copa América. O jogo será às 17 horas (de Brasília), em Lima.
Desde 1959 (até 1975 a Copa América era conhecida como Sul-Americano), as duas seleções nunca chegaram a decisão juntas. No total, os argentinos somam 14 títulos continentais, enquanto os brasileiros só seis. Se vencer de novo, a Argentina ultrapassará o Uruguai e será a maior campeã do torneio.
O técnico da seleção brasileira, Carlos Alberto Parreira, afirmava desde o início da competição que o time de Marcelo Bielsa era o favorito, já que entrou no campeonato com a base que disputa as Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2006. Porém, na véspera da final, Parreira mudou o discurso. ''Eles podem até ser mais experientes, mas os meninos do Brasil já mostraram que têm nervos de aço. Não tem favorito'', disse.
O treinador não tem nenhum problema para montar a seleção e irá repetir o mesmo time que venceu o Uruguai nos pênaltis, na semifinal.
Sobre o esquema 4-3-1-2, que emprega na seleção, Parreira disse que a opção pode até não ser definitiva para a Copa de 2006. Mas que, para alterá-lo, é preciso um período maior de tempo. ''Não tenho pretensão em mudar nada. Poderia fazer alguns testes apenas, a fim de ver como a equipe se comportaria em outras situações.''
Ele destaca a coerência à manutenção do sistema tático da seleção como outra maneira de fazer o torcedor se identificar mais com a equipe. ''Assim, todo mundo já sabe que o Brasil tem dois atacantes e um número '1', o homem que liga o meio ao ataque, o que alimenta os goleadores'', disse, referindo-se a Alex, no grupo da Copa América, e a Kaká, na seleção das Eliminatórias.
As atenções da partida estarão voltadas para o atacante Adriano, artilheiro da Copa América com seis gols. Devido às suas boas atuações, o jogador da Inter de Milão recebeu o apelido de ''Imperador'' pela imprensa peruana. Domingo, será o brasileiro mais vigiado pelos argentinos. ''Vencer a Argentina é o sonho de todo mundo. Sabemos das dificuldades que teremos. Eles têm uma equipe sólida, que marca muito e não deixa jogar. Mas estamos motivados pela nossa campanha e com a possibilidade de sermos campeões'', afirmou o ''Imperador''.
A boa fase do trio Adriano-Luís Fabiano-Alex fez o técnico Marcelo Bielsa mudar o estilo de jogo da seleção argentina. Além de Ayala, Heinze e Mascherano, o treinador irá escalar mais um defensor para segurar o ímpeto brasileiro. Quiroga, Coloccini e Placente disputam a vaga.
Porém, o discurso de Bielsa é de que sua seleção irá partir para cima do Brasil. ''Vamos atacar com seis, como sempre. Vamos tratar de assumir o comando, como fazemos em todos os jogos. Vamos fazer o impossível para mandar na partida. Queremos jogar no campo do rival'', afirmou o empolgado treinador.
Os seis homens que Bielsa diz que irão atacar sairão do grupo formado por Zanetti, Lucho González, Sorin, Kily González, D'Alessandro, Tevez, Delgado e Figueroa dois destes ficarão no banco.



EM LIMA

Brasil

Julio Cesar; Maicon, Luisão, Juan e Gustavo Nery; Renato, Kléberson (Júlio Baptista), Edu e Alex; Adriano e Luís Fabiano. Técnico: Carlos Alberto Parreira

Argentina

Abbondanzieri; Zanetti, Heinze, Ayala e Sorín; Mascherano, Quiroga, D'Alessandro (Tevez) e Killy Gonzalez; Delgado e Figueroa. Técnico: Marcelo Bielsa

Árbitro: Carlos Amarilla (PAR)
Estádio: Nacional
Horário: 17 horas (de Brasília)

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