Frankfurt - A decepção estava estampada no rosto. Ronaldinho Gaúcho deixou o hotel às 8h15 (3h15 de Brasília), acompanhado de Adriano, visivelmente constrangido. Afinal, o melhor jogador do mundo, eleito nos últimos dois anos pela Fifa, não correspondeu às expectativas. Ele não conseguiu explicar as razões para as apagadas atuações e reconheceu que, não só ele, mas toda a seleção ficou devendo. ''É difícil falar agora. Todos gostaríamos de dar um pouco mais para irmos à final. Faltou alguma coisa para conseguirmos ter mais sucesso. Infelizmente não foi assim. O objetivo não foi realizado e isso nos deixa ainda mais tristes'', lamentou.
Restou a Ronaldinho sonhar com dias melhores no futuro e, quem sabe, poder brilhar na Copa do Mundo da África do Sul, em 2010. ''Está tudo sendo bem diferente do que a gente queria. Mas temos que juntar forças e pensar quatro anos na frente. Temos que pensar agora no planejamento futuro'', afirmou o craque, que lamentou a forte marcação que sofreu durante a Copa. ''Faltou espaço para todos nós jogadores, mas não é o momento de falar. Temos que seguir a vida''.
Adriano também mostrou-se abatido com a eliminação. Assim como Ronaldinho Gaúcho, o atacante espera se reabilitar daqui a quatro anos na África do Sul. ''Estou muito triste. Mas futebol é assim mesmo. Temos que levantar a cabeça e trabalhar muito para dar a volta por cima na próxima Copa do Mundo'', disse Adriano, que substituiu Juninho no segundo tempo contra a França.
Para o jogador, a entrada dele e de Robinho melhorou o desempenho brasileiro. ''O primeiro tempo foi igual, mas no segundo eles dominaram. No final, quando eu e Robinho entramos tentamos empatar para levar o jogo para a prorrogação. Mas não foi possível'', lamentou Adriano.
Ao contrário de Ronaldinho Gaúcho e Adriano, Ronaldo não saiu pela porta da frente. Ele deixou o hotel por uma porta lateral, entrou em um táxi que estava parado na rua e saiu sem dar entrevistas. Cinco minutos depois, Cicinho apareceu. Entrou em um carro da Fifa à serviço da seleção e disse que iria procurar um lugar para almoçar. Antes de sair, defendeu o capitão Cafu, de quem era reserva. ''Não podemos discutir a posição do Cafu na seleção brasileira. Mas quando não se ganha existe isso, sobra para alguns jogadores. Infelizmente e injustamente estão falando dele e de alguns. Mas estou junto, todos nós somos culpados. A seleção não é feita de dois jogadores e sim de 23'', analisou. (Agência O Globo)

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