Sepang - "Eu ainda não vi a bandeira quadriculada sem o safety car estar na minha frente", reclamou, sorrindo, Jenson Button. Reclamou porque o GP da Malásia teve de ser interrompido na 32ª das 56 voltas previstas devido ao temporal que caiu em Sepang. E sorriu porque, pelo segundo domingo consecutivo, levou seu Brawn GP à vitória - Nick Heidfeld, da BMW, e Timo Glock, da Toyota, completaram o pódio. O resultado está sub judice, já que a FIA irá definir se o uso de difusores por Brawn, Toyota e Williams é legal no dia 14.
O triunfo de ontem, o terceiro da carreira, foi ainda mais especial para o piloto inglês. Como sua equipe só foi confirmada na categoria uma semana antes da abertura da temporada, mal teve tempo de treinar. Nos sete dias em que esteve na pista durante a pré-temporada, não testou com chuva. "Foi inacreditável o que conseguimos fazer nestas condições", disse Button. Ele recebeu a notícia de que tinha vencido pelo rádio, quando estava com seu carro estacionado na reta dos boxes na Malásia.
Mas não foi só por ter conquistado a vitória sob chuva que o piloto da Brawn festejou. Apesar de sair da pole, Button largou mal e caiu para terceiro. Nico Rosberg, da Williams, quarto no grid, assumiu a liderança. As posições seguiram assim até que, mais leve, Rosberg foi o primeiro a parar nos boxes, na 15ª volta. A esta altura, Button mantinha-se em terceiro.
Duas voltas depois, foi a vez de Trulli parar e ceder a ponta ao inglês. Foi aí que começou a chover e grande parte das equipes errou. Na 22ª volta, com os primeiros pingos caindo, os 15 mais bem colocados foram aos boxes. A maioria colocou pneus para chuva extrema. Glock, que era o 11º, e Heidfeld, então em sexto, escolheram os intermediários. E se deram bem.
A chuva demorou a se intensificar e os pneus de molhado se degradavam rapidamente. Vendo o bom desempenho de Glock, que cinco voltas depois já era o quinto colocado, os pilotos começaram a retornar aos boxes para colocar os compostos intermediários. Com uma boa folga na ponta, Button parou na 29ª volta.
No giro seguinte, porém, a chuva apertou e um festival de rodadas começou. O safety car foi à pista, mas não havia mais condições de continuar a corrida. Os pilotos ainda esperaram 50 minutos estacionados na pista até que a direção de prova resolvesse suspender o GP. Assim como os demais pilotos que pontuaram, o inglês só recebeu metade dos pontos - cinco - porque a prova foi encerrada antes de completar 75% das voltas previstas.

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