Debaixo de chuva, Ferrari foi a mais rapida na Inglaterra
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sexta-feira, 05 de julho de 2002
Agência Estado 
Silverstone - Pode ser que hoje, na sessão que definirá o grid do GP da Inglaterra, as equipes inglesas, algumas como a Williams de carro novo, acostumadas a treinar no circuito de Silverstone, surpreendam a Ferrari. Mas já nos treinos livres de ontem Rubens Barrichello e Michael Schumacher, da Ferrari, deixaram claro que será muito difícil. Confirmando sua excelente fase, Barrichello estabeleceu o melhor tempo do dia, debaixo de muita chuva, 1min31s457, e o líder do Mundial, Schumacher, o segundo, 1min31s881.
Enquanto Williams, McLaren, Jordan, BAR, Renault, Jaguar e Arrows realizam a maioria de seus testes de desenvolvimento em Silverstone, a Ferrari utiliza-se de seus dois circuitos, Mugello e Fiorano. Por esse motivo acreditava-se que ao menos ontem, no primeiro treino, a diferença entre as escuderias inglesas e a italiana fosse ser menor do que vem ocorrendo este ano. Também não foi desta vez. Giancarlo Fisichella, da Jordan, registrou o terceiro tempo, 1min33s434, mas a 1 segundo e 977 milésimos de Barrichello.
Felipe Massa, da Sauber, no seu primeiro GP em Silverstone, conseguiu o oitavo tempo, 1min34s676, um décimo mais veloz que o companheiro, Nick Heidfeld, que já foi piloto de testes da McLaren e conhece muito bem os 5.141 metros do traçado inglês. Ele também acha que os pneus Michelin para chuva intensa, como em parte do treino de ontem, mostraram-se mais eficientes que os da Bridgestone.
O resultado da sessão de classificação, hoje, das 9 às 10 horas, com transmissão ao vivo pela TV Globo, está condicionado diretamente, segundo os pilotos, às condições da pista. Se estiver seca ou chovendo sem muita intensidade, a vantagem é das equipes da Bridgestone, mas na eventualidade de muita água durante a uma hora de sessão, os pneus Michelin para chuva forte podem causar uma surpresa no grid do GP da Inglaterra.
Tom Walkinshaw, sócio da Arrows, não convenceu ontem Niki Lauda, da Cosworth, a lhe dar um prazo maior para pagar a dívida de US$ 4,5 milhões pelo uso do motor Ford. Como consequência, o brasileiro Enrique Bernoldi e seu companheiro, Heinz-Harald Frentzen, não treinaram. Pior: o futuro da Arrows está agora em xeque.


