De volta à rotina
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 23 de junho de 2014
LUIS FERNANDO RAMOS<br>[email protected] 
A Mercedes precisou ir além da qualidade de seu conjunto para voltar a vencer na Fórmula 1 e conseguir a sexta dobradinha do ano em oito corridas. Para superar a dupla da Williams que, no circuito em Spielberg, na Áustria, mostrou um ritmo similar ao dos carros prateados, o time anglo-germânico precisou tomar as decisões estratégicas certas. Na primeira bateria de pitstops, Nico Rosberg, que era o terceiro, parou três voltas antes do líder Felipe Massa, o que bastou para lhe dar a liderança e colocá-lo no caminho de sua terceira vitória no ano.
- Esse era o plano, fazer uma estratégia agressiva para superar a Williams. E funcionou. Mesmo largando em terceiro, sempre acreditei na vitória pois achava que teríamos desgaste menor de pneus. O resultado me deixa feliz e saio da Áustria tendo ampliado a liderança no campeonato, o que era meu objetivo - celebrou o alemão, que abriu 29 pontos de vantagem para o companheiro de equipe Lewis Hamilton.
O inglês conseguiu minimizar na corrida os erros da classificação que o jogaram para o nono lugar do grid. Fez uma primeira volta incrível pulando para quarto, ultrapassou Massa logo depois da parada do brasileiro e ganhou o segundo lugar de Valtteri Bottas em mais uma boa decisão estratégica da Mercedes, parando duas voltas antes do finlandês na segunda bateria de pitstops.
- A equipe está fazendo um grande trabalho. Eu preciso parar de complicar as coisas. Tinha o ritmo para fazer a pole com facilidade, mas não consegui fazer uma boa volta e acabei largando lá atrás. Era uma questão de limitar os danos. O fim de semana foi ruim e, se me dissessem que seria segundo antes da corrida, aceitaria - conformou-se Hamilton.
A Williams se mostrou conformada em ser superada pela forte dupla da Mercedes e celebrou seu melhor resultado no ano. O terceiro lugar de Bottas - seu primeiro pódio na F-1 - e o quarto de Massa jogou o time para a 5ª posição no Mundial de Construtores, a apenas 13 pontos da Ferrari.
- Acredito que conseguimos o máximo que era possível. Foi uma corrida difícil em que foi preciso admnistrar os freios e os pneus o tempo todo. Isso ditou nossa estratégia. Quando se vê onde a Williams estava em 2013, devemos ficar orgulhosos deste resultado - pregou o chefe de engenharia Rob Smedley.




