De volta à realidade
Sem a real sensação de serem valorizadas como esportistas, não é raro que jogadoras pensem em desistir do futebol.
Foi o que aconteceu com a londrinense Giovana Crivelari, que depois de jogar dois anos pelo Santos, se viu sem clube nem boas perspectivas para o esporte. Parar com o esporte era quase certo, mas a paixão pela bola nos pés falou mais alto e passados alguns meses de um período maior de desânimo, a atacante diz que está "correndo atrás".
Ainda sem clube, ela se mantém trabalhando na fábrica de roupas da família e diz que tem duas negociações importantes em vista, uma com a Portuguesa e outra com o São Caetano. Chegou até a sondar uma possibilidade na Itália, mas "o contrato não valia a pena".
Com 20 anos de idade, ela acredita que ainda pode ir longe no futebol. "Ainda tenho potencial para jogar e quero buscar seleção. Mas aqui no Paraná é difícil, tenho que sair daqui mesmo", conclui.
Para não desanimar com o esporte é preciso ter "os pés no chão". É com esse pensamento que a meio-campo busca seu espaço no futebol.
Ela chegou a participar da Copa do Mundo de Futebol Feminino Sub 20, no Japão, mas atualmente faz parte da equipe de Assaí. Ela espera poder contribuir para alavancar o time, com a amiga Renata Costa, e conquistar, ainda esse ano, um título paranaense.
A atleta diz que chegou a receber propostas de vários clubes no ano passado, mas optou em "dar um passinho para trás para depois ir pra frente". Buscar seu lugar ao sol em clube renomado é algo que a jogadora deixou para pensar no ano que vem.
Sobre seleção brasileira, ela tem uma análise bem realista: "É mais uma realização pessoal do que profissional. Meu sonho mesmo é fazer parte de um time grande". (J.F.)





