Presidente Prudente - Foi uma virada empolgante, que pôs fogo no Campeonato Brasileiro. No clássico com o São Paulo, o Palmeiras se reencontrou com a vitória, se livrou de voltar à zona de rebaixamento e jogou, acima de tudo, pelo ex-técnico Tite e contra o diretor Salvador Hugo Palaia, responsável pela demissão do treinador e pela crise no clube.
''Lógico que a saída do Tite influiu. Ele representava muita coisa'', afirmou Juninho Paulista. ''O trabalho do Marcelo Vilar também deve ser reconhecido. Adiantou o time. Mas o trabalho era do Tite. Ele sempre foi um vencedor e merece o crédito por essa vitória. Nem acreditei que vencemos'', completou o atacante Marcinho.
Do outro lado, o estrago foi grande. Muricy Ramalho mais uma vez viu seu time jogar um futebol sem inspiração. Com a patinada, o São Paulo faz do jogo atrasado contra o Atlético-PR, sábado em Curitiba, vital para sua aspiração de ser campeão brasileiro após 15 anos. O desfalque será Rogério Ceni, que recebeu o terceiro amarelo. Já o Palmeiras jogará só no dia 4 de outubro e viaja até Porto Alegre para pegar o vice-líder Grêmio.
A estratégia de tirar o jogo da capital para dar mais tranquilidade ao time parece ter dado resultado esperado. Ousado, determinado e sem medo de errar, o Palmeiras partiu para cima do São Paulo.
O time de Muricy entrou no 3-5-2 com Richarlyson de líbero, e passou a jogar no erro do adversário. Partindo sempre nos contra-ataques, os são-paulinos se beneficiaram da confusa linha de impedimento dos palmeirenses.
E depois de duas chances perdidas em jogadas iniciadas por Thiago, o São Paulo abriu o placar novamente num erro de posicionamento do Palmeiras. Leandro cruzou da esquerda e Souza, que fechava na direita, mergulhou para marcar de cabeça: 1 a 0, aos 22 minutos.
Quem pensou que o Palmeiras fosse desmoronar pela crise que culminou com a queda de Tite, se enganou. Com bom poder de marcação e muita movimentação quando partia para o ataque, os palmeirenses seguiam melhor. O São Paulo só aparecia bem com Júnior, mas com a confusa atuação do trio de zaga, o perigo seguiu rondando Rogério. O empate veio num escanteio. Nen subiu bem e estufou a rede adversária aos 36 minutos.
Insatisfeito com o seu time no primeiro tempo, Muricy queimou suas três substituições com 12 minutos de segundo tempo. Desfez o 3-5-2. Mas após promover uma reviravolta na equipe, o São Paulo foi punido com a expulsão de Alex Silva, aos 15 minutos.
Melhor, o Palmeiras acabou virando o jogo num erro do árbitro, que marcou pênalti inexistente de Ilsinho em Marcinho. Paulo Baier cobrou e fez aos 39. Aos 47, Marcinho definiu a vitória num contra-ataque.

EM PRESIDENTE PRUDENTE

Palmeiras 3

Diego Cavalieri; Thiago Gomes, Nen (Rosembrick) e Alceu; Paulo Baier, Wendel (Marcinho Guerreiro), Francis, Juninho, Marcinho e Michael; Enilton (Roger). Técnico: Marcelo Villar

São Paulo 1

Rogério Ceni; Souza, Alex Silva, Miranda e Júnior; Josué, Mineiro, Richarlyson (Ilsinho) e Lenilson (Danilo); Leandro (Alex Dias) e Thiago. Técnico: Muricy Ramalho

Árbitro: Cléber Wellington Abade (SP)
Estádio: Eduardo José Farah
Expulsão: Alex Silva
Gols: Souza aos 21 e Nen aos 35 minutos do 1º tempo; Paulo Baier aos 38 e Marcinho aos 46 minutos do 2º tempo

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