De simples reserva, Pena vira o novo símbolo palmeirense2/Mar, 20:03 São Paulo, 02 (AE) - De um simples reserva do Palmeiras no ano passado, o atacante Pena foi considerado um dos heróis da equipe na conquista do Torneio Rio-São Paulo. Escolhido pelo técnico Luiz Felipe Scolari como um dos atletas que simbolizam o espírito guerreiro do time, Pena fez gols nas duas partidas da decisão contra o Vasco. No primeiro jogo, no Rio, ele marcou o gol da vitória por 2 a 1; no jogo de volta, quarta-feira, no Morumbi, o atacante abriu a goleada por 4 a 0 sobre o time carioca ao marcar o primeiro gol. "Muita emoção", disse hoje Pena, ao falar do seu primeiro título no Palmeiras, clube que o contratou do Rio Branco no segundo semestre do ano passado. Chegou ao Parque Antártica para completar o elenco do Palmeiras, sem fama ou chance de ser titular. Sua melhor atuação em 99 foi na goleada sobre o Corinthians por 4 a 1, no Brasileiro, quando teve um papel importante ao marcar o colombiano Rincón. Depois, teve poucas oportunidades no time e ainda sofreu algumas contusões que quase prejudicaram seu futuro. Ficou até fora da lista dos jogadores inscritos para a disputa do Mundial Interclubes contra o Manchester United, da Inglaterra no Japão, em dezembro. Mas neste início de temporada, com a reformulação do elenco, o treinador decidiu apostar em Pena. E Scolari não se cansa de elogiar o atacante. "Ele é um jogador chato, no bom sentido, é claro, que não dá sossego para o adversário", disse o técnico . "Pena é forte, por isso disputa as jogadas com garra, combatendo os zagueiros." Renivaldo Pereira de Jesus nasceu em Vitória da Conquista (BA) no dia 19 de fevereiro de 1974. Começou a carreira na Bahia, onde atuou no Serrano e no Conquista. Em 96, transferiu-se para o Rio Branco (SP). Posteriormente, atuou no Paraguaçuense (SP) e no Ceará. Há dois anos pensou em parar de jogar, mas decidiu voltar para o Rio Branco, clube que defendeu até o Paulista de 99. Antes do Rio-São Paulo, havia ganho o Campeonato Baiano de Juniores, pelo Serrano, em 92, o da Segunda Divisão principal pelo Conquista, em 94, e o Cearense, em 98.

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