De saída, Culpi elogia união do grupo
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terça-feira, 21 de dezembro de 2004
Agência Estado 
Curitiba - O início não foi nada promissor. O time foi jogar contra o São Paulo, no Morumbi. O adversário estava com nove jogadores, em razão de duas expulsões, e o Atlético Paranaense não conseguia chegar ao gol. Pior. Tomou um e perdeu a primeira partida. Na segunda, mais uma derrota. Em casa, para o Figueirense, por 3 a 0. Caiu o técnico Mário Sérgio.
A chegada de Levir Culpi mexeu com os jogadores. Alguns que estavam no ostracismo, como o volante Fabiano, foram chamados a entrar no time. O Atlético passou a viver em uma gangorra, com vitórias consagradoras seguidas de derrotas vexatórias. A arrancada chegou no returno, com 18 partidas invictas, chamando a atenção do País para o futebol de forte marcação e saída rápida ao ataque, que garantiram a escolha como melhor time do campeonato por 55,69% dos votantes.
Ao ser questionado se também considera seu time o melhor do campeonato, Culpi hesita, pensa e responde. ''Nas apresentações em confrontos diretos contra as melhores equipes, os favoritos, normalmente levamos vantagem. Portanto seria lógico dizer isso'', afirma. ''Houve uma união de forças, um encaixe muito bom entre comissão técnica e atletas. Por isso o ano foi bonito e ficará marcado por muito tempo.''
Atrás do time está a estrutura do clube, que tem um elogiado centro de treinamento e um estádio que proporciona proximidade com os sempre fanáticos e fiéis torcedores. Nos últimos cinco anos, o Atlético conseguiu o primeiro título nacional e está pela terceira vez na Libertadores da América. Além de ter revelado jogadores como o meia Kléberson e, este ano, o atacante Dagoberto e os meias Jadson e Fernandinho. ''Não foi feito investimento em cima de currículo de jogadores já formados'', diz Culpi, que pode estar trocando o Atlético pelo Cruzeiro.
Tanto que, mesmo sem conquistar o título, e fazendo um jogo feio no empate por 1 a 1 na última rodada os torcedores que lotaram a Arena reconheceram a campanha e não arredaram pé do estádio após o encerramento da partida. Os jogadores deram volta olímpica e foram aplaudidos por cerca de 15 minutos. ''O segredo foi a união dos jogadores e o equilíbrio da equipe. Um time bem entrosado, bem coeso, forte na marcação e muito rápido nos contra-ataques'', elogiou o atacante Washington, para quem o Atlético também foi o melhor time.


